Escrito por Helio Loureiro
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Finalmente resolvi publicar alguma coisa no slideshare.  Não que eu tenha tanta coisa assim pra compartilhar, mas estava ficando envergonhado de receber vários pedidos para "seguir" pessoas por lá, uma vez que nunca publiquei absolutamente nada.

Então fiz o upload de algumas apresentações antigas, realizadas entre 2002 e 2005 (acho), que fiz para eventos do Debian-SP, GTER (Grupo de Trabalhos de Engenharia de Redes, ligado ao Nic.BR) e Maratona HOWTO, esse último um evento de HOWTOS que foi ideaizado pela 4Linux, se não estou enganado.

São assunto variados, indo de roteamento avançado e controle de banda à PABX IP com Asterisk.  Provavelmente devem estar obsoletos, uma vez que faz mais de 10 anos que foram escritos, mas... ao menos publiquei algo por lá ;-)

 

http://www.slideshare.net/helioloureiro

 

Escrito por Helio Loureiro
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Leap of faith, ou salto de fé, é um passo no vazio que se dá durante a série de jogos "Assassins Creed".  Basicamente significa "fechar os olhos e acreditar que vai dar certo".  Durante o jogo, existem lugares já marcados para usar o "salto da fé", onde em geral existem pombas, mas na vida real, nem tanto.

Não que eu tenha tentado pular da varanda de casa, nem tentado assassinar ninguém.  Nada disso.  Mas esses dias eu fiz um "salto de fé" ao cancelar meu serviço de banda larga do Net Virtua e assinar o de fibra óptica da TIM.  Como não existem muitas instalações e descrições, foi um passo seguido de fé, muita fé...

O acesso não é caro: paga-se por volta de R$ 60,00 por 35 Mbps de downstream e 20 Mbps de upstream.  Por mais ou menos R$ 50,00, o Net Virtua me fornecia somente 1 Mbps.  E esse não era o único problema com o Virtua: a latência de rede era o pior.  Simplesmente estava impossível de fazer qualquer coisa com o link, pois tudo tinha uma latência absurda, fazendo vídeos do Youtube engasgarem mesmo com a menor qualidade, e tornando impossível jogar jonline, como com "call of duty", na PSN do Playstation.  Não sei se é QoS mal feito do lado da Net, ou o que pode ser, mas com certeza não era o fato de ter somente 1 Mbps que fazia a diferença, pois tenho a mesma banda em outro lugar, também pelo Net Virtua, e não sofro desse problema.  

Pela monitoração do link, dava pra ver que dificilmente essa banda era totalmente utilizada.  Mesmo sem tráfego na rede, os tempos de respostas de ping alcançavam valores próximos de 800 ms, o que mudou para 10 ms em geral com o link da TIM.

helio@shibboleet:~$ ping -c 10 helio.loureiro.eng.br
PING helio.loureiro.eng.br (200.160.198.15) 56(84) bytes of data.
64 bytes from cp01-tvt-db.durand.com.br (200.160.198.15): icmp_req=1 ttl=50 time=10.6 ms
64 bytes from cp01-tvt-db.durand.com.br (200.160.198.15): icmp_req=2 ttl=50 time=10.1 ms
64 bytes from cp01-tvt-db.durand.com.br (200.160.198.15): icmp_req=3 ttl=50 time=10.1 ms
64 bytes from cp01-tvt-db.durand.com.br (200.160.198.15): icmp_req=4 ttl=50 time=10.7 ms
64 bytes from cp01-tvt-db.durand.com.br (200.160.198.15): icmp_req=5 ttl=50 time=10.2 ms
64 bytes from cp01-tvt-db.durand.com.br (200.160.198.15): icmp_req=6 ttl=50 time=11.3 ms
64 bytes from cp01-tvt-db.durand.com.br (200.160.198.15): icmp_req=7 ttl=50 time=10.0 ms
64 bytes from cp01-tvt-db.durand.com.br (200.160.198.15): icmp_req=8 ttl=50 time=10.1 ms
64 bytes from cp01-tvt-db.durand.com.br (200.160.198.15): icmp_req=9 ttl=50 time=10.0 ms
64 bytes from cp01-tvt-db.durand.com.br (200.160.198.15): icmp_req=10 ttl=50 time=11.2 ms

--- helio.loureiro.eng.br ping statistics ---
10 packets transmitted, 10 received, 0% packet loss, time 9013ms
rtt min/avg/max/mdev = 10.006/10.469/11.338/0.498 ms

E justamente pela falta de comentários sobre o Live TIM, fibra óptica, que resolvi escrever um pouco sobre o mesmo.

Primeiro que não é um serviço de fibra que chega em casa, o FTTH (Fiber To The Home).  É mais um FTTB (Fiber To The Building), pois a fibra óptica chega até o DG (Distribuidor Geral) do prédio, que fica no térreo, e daí é convertido por um DSLAM em VDSL, que então sobe para residência pelo sistema de par trançado de cobre, usado pela telefonia.  Na residência, ou melhor, no apartamento, é preciso um modem (CPE) de VDSL para converter esse sinal em rede ethernet.

Nesse ponto existe um lado que pode ser tanto ruim quanto bom: o CPE.  É um modem da ZTE fornecido pela TIM que levanta uma sessão PPPoE com a rede, recebendo o IP válido, e faz NAT de saída.  O serviço da TIM gentilmente fornece o login e senha de administração pra poder alterar os parâmetros (admin/admin), mas o CPE usa um firmware completamente limitado, que não permite mudar muita coisa.  É possível configurar o wifi que vem embutido e o endereçamento interno, mas acaba por aí.  Isso me levou a ter 2 nívels de NAT na minha rede interna: o já existente no roteador TP-Link TL-WR1043ND e que roda DD-WRT, e esse segundo NAT do CPE da ZTE.  Com isso, não consigo mais acessar por ssh as máquinas internas da minha rede.

 

Como não consegui acessar a portas das máquinas internas, utilizando port fowarding, não sei dizer se está faltando configuração no CPE ou se a TIM bloqueia as portas.  Isso no momento é chato, mas não é um problema que me faça voltar a usar o Net Virtua.  E também não quero desligar meu roteador com DD-WRT, pois o mesmo me ajuda a monitorar a rede com SNMP, entre outras coisas.  Eu testei a colocação de uma máquina logo atrás do CPE, com o roteamento de porta, e o mesmo não funcionou.  Então estou acreditando que a TIM realmente BLOQUEIA as portas ou o tráfego entrante.

Tentei fazer a configuração do DD-WRT totalmente em bridge, mas não consegui até o momento.  Então esse é um ponto negativo do Livre TIM: utilizar um PPPoE com NAT no modem sem possibilidade de mudar.  Como o acesso fornecido não tem limitação de quantidade de dados, não entendi muito bem o motivo de usar o PPPoE  - outro ponto que não vou classificar como negativo, mas diria que desnecessário.  Outra coisa que fiquei decepcionado foi em relação ao tipo de IP recebido: somente IPv4.  Eu já estava salivando de excitação esperando um IPv6 também.  Mas como o CPE é novo, provavelmente deve suportar upgrade.

Dos pontos positivos, a banda, o custo e o fato de não ter nem custo de instalação, nem contrato de serviço, podendo ser interrompido a qualquer momento.  Testei fazer download utilizando até 20 Mbps de downstream, com 10 de upstream liberado, e jogar ao mesmo tempo.  O resultado foi fantástico: sem problemas, nem latências, nem travamentos.  Ainda mandei um stream de vídeo no Youtube com mais um stream do NetFlix, ambos em HD, e... sem problema algum!

Foi um realmente um salto de fé no escuro, mas aparentemente o serviço IP da TIM é muito melhor que seu serviço de telefonia.  Não estou arrependido, mas só vou poder dar uma opinião sobre a qualidade geral do serviço após 6 meses de uso, no mínimo.

Atualização: Fri Feb 15 13:45:53 BRST 2013

Justamente quando estava escrevendo sobre a banda larga da TIM, fiquei quase 24 horas sem Internet.

 

Em termos de acesso à rede, isso é quase uma eternidade, o que desencadeou minha síndrome de abstinência internética.  Durante esse período, consegui acessar uma rede Wi-Fi de algum vizinho, que estava generosamente aberta sem senha alguma.  Nisso fui informado pelos amigo que o problema era um rompimento de fibra óptica, justamente na minha região.

http://tecnologia.uol.com.br/noticias/redacao/2013/02/05/rompimento-de-fibra-otica-afeta-servicos-da-tim-e-da-intelig.htm

Realmente foi muito azar ou acaso.  Acabei indo viajar até o carnaval, o motivo pelo qual não terminei de escrever e publicar esse post e só voltar a ele agora.  

Mas após esse incidente, o link voltou e está funcionando sem problemas.

Escrito por Helio Loureiro
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XGH é uma das coisas mais genias que surgiu nos últimos tempos, descrevendo a estupidez que se aplica em métodos ágeis, mas que reflete bem o ambiente corporativo.  Infelizmente o site foi abandonado e seu conteúdo, apagado.

Mas com a ajuda do wayback machine, consegui resgatar o conteúdo, e estou replicando aqui, para que fique imortalizado na Internet.

Afinal, quem aqui nunca praticou XGH?

Fonte: http://gohorseprocess.wordpress.com/extreme-go-horse-xgh/

Wayback: http://web.archive.org/web/20100404033640/http://gohorseprocess.wordpress.com/extreme-go-horse-xgh/

 

eXtreme Go Horse (XGH)

1- Pensou, não é XGH.

XGH não pensa, faz a primeira coisa que vem à mente. Não existe segunda opção, a única opção é a mais rápida.

2- Existem 3 formas de se resolver um problema, a correta, a errada e a XGH, que é igual à errada, só que mais rápida.

XGH é mais rápido que qualquer metodologia de desenvolvimento de software que você conhece (Vide Axioma 14).

3- Quanto mais XGH você faz, mais precisará fazer.

Para cada problema resolvido usando XGH, mais uns 7 são criados. Mas todos eles serão resolvidos da forma XGH. XGH tende ao infinito.

4- XGH é totalmente reativo.

Os erros só existem quando aparecem.

5- XGH vale tudo, só não vale dar o toba.

Resolveu o problema? Compilou? Commit e era isso.

6- Commit sempre antes de update.

Se der merda, a sua parte estará sempre correta.. e seus colegas que se fodam.

7- XGH não tem prazo.

Os prazos passados pelo seu cliente são meros detalhes. Você SEMPRE conseguirá implementar TUDO no tempo necessário (nem que isso implique em acessar o BD por um script malaco).

8- Esteja preparado para pular fora quando o barco começar a afundar… ou coloque a culpa em alguém ou algo.

Pra quem usa XGH, um dia o barco afunda. Quanto mais o tempo passa, mais o sistema vira um monstro. O dia que a casa cair, é melhor seu curriculum estar cadastrado na APInfo, ou ter algo pra colocar a culpa.

9- Seja autêntico, XGH não respeita padrões.

Escreva o código como você bem entender, se resolver o problema, commit e era isso.

10- Não existe refactoring, apenas rework.

Se der merda, refaça um XGH rápido que solucione o problema. O dia que o rework implicar em reescrever a aplicação toda, pule fora, o barco irá afundar (Vide Axioma 8).

11- XGH é totalmente anárquico.

A figura de um gerente de projeto é totalmente descartável. Não tem dono, cada um faz o que quiser na hora que os problemas e requisitos vão surgindo (Vide Axioma 4).

12- Se iluda sempre com promessas de melhorias.

Colocar TODO no código como uma promessa de melhoria ajuda o desenvolvedor XGH a não sentir remorso ou culpa pela cagada que fez. É claro que o refactoring nunca será feito (Vide Axioma 10).

13- XGH é absoluto, não se prende à coisas relativas.

Prazo e custo são absolutos, qualidade é totalmente relativa. Jamais pense na qualidade e sim no menor tempo que a solução será implementada, aliás… não pense, faça!

14- XGH é atemporal.

Scrum, XP… tudo isso é modinha. O XGH não se prende às modinhas do momento, isso é coisa de viado. XGH sempre foi e sempre será usado por aqueles que desprezam a qualidade.

15- XGH nem sempre é POG.

Muitas POG’s exigem um raciocínio muito elevado, XGH não raciocina (Vide Axioma 1).

16- Não tente remar contra a maré.

Caso seus colegas de trabalho usam XGH para programar e você é um coxinha que gosta de fazer as coisas certinhas, esqueça! Pra cada Design Pattern que você usa corretamente, seus colegas gerarão 10 vezes mais código podre usando XGH.

17- O XGH não é perigoso até surgir um pouco de ordem.

Este axioma é muito complexo, mas sugere que o projeto utilizando XGH está em meio ao caos. Não tente por ordem no XGH (Vide Axioma 16), é inútil e você pode jogar um tempo precioso no lixo. Isto fará com que o projeto afunde mais rápido ainda (Vide Axioma 8). Não tente gerenciar o XGH, ele é auto suficiente (Vide Axioma 11), assim como o caos.

18- O XGH é seu brother, mas é vingativo.

Enquanto você quiser, o XGH sempre estará do seu lado. Mas cuidado, não o abandone. Se começar um sistema utilizando XGH e abandoná-lo para utilizar uma metodologia da moda, você estará fudido. O XGH não permite refactoring (vide axioma 10), e seu novo sistema cheio de frescurites entrará em colapso. E nessa hora, somente o XGH poderá salvá-lo.

19- Se tiver funcionando, não rela a mão.

Nunca altere, e muito menos questione um código funcionando. Isso é perda de tempo, mesmo porque refactoring não existe (Vide Axioma 10). Tempo é a engrenagem que move o XGH e qualidade é um detalhe desprezível.

20- Teste é para os fracos.

Se você meteu a mão num sistema XGH, é melhor saber o que está fazendo. E se você sabe o que está fazendo, vai testar pra que? Testes são desperdício de tempo, se o código compilar, é o suficiente.

21- Acostume-se ao sentimento de fracasso iminente.

O fracasso e o sucesso andam sempre de mãos dadas, e no XGH não é diferente. As pessoas costumam achar que as chances do projeto fracassar utilizando XGH são sempre maiores do que ele ser bem sucedido. Mas sucesso e fracasso são uma questão de ponto de vista. O projeto foi por água abaixo mas você aprendeu algo? Então pra você foi um sucesso!

22- O problema só é seu quando seu nome está no Doc da classe.

Nunca ponha a mão numa classe cujo autor não é você. Caso um membro da equipe morra ou fique doente por muito tempo, o barco irá afundar! Nesse caso, utilize o Axioma 8.

Escrito por Helio Loureiro
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Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas.

Sun Tzu

Não que eu considere todos que visitam os links aqui como inimigos, muito pelo contrário, mas é sempre importante ter uma visão do tipo de público que acessa o conteúdo para eu ter certeza que não estou fazendo minha propaganda em local errado e, assim, até melhorar a audiência.

Quando rodava com o Joomla 1.5, eu tinha o JoomlaStats para fazer análise dos visitantes, páginas mais acessadas, etc.  Com a migração pra versão 2.5, o JoomlaStats simplesmente deixou de funcionar - principalmente pelo abandono do projeto - e fiquei sem esse tipo de informação.

Aproveitei esse início de 2013 para buscar alternativas para isso, uma vez que passei praticamente o ano inteiro de 2012 sem saber nada sobre o tráfego no site.  Tentei várias alternativas até chegar no j4age.  Fiquei simplesmente maravilhado em ver que tudo o que o JoomlaStats fornecia agora existe no j4age.

Estatísticas com j4ag

Agora, novamente, posso verificar quais sistemas operacionais acessaram o site.  Apesar da pouca coleta de dados, Windows ainda predomina.  O interessante é ver o Ubuntu separado de Linux.

E também os navegadores mais utilizados.  Já de início aparece o chrome bem à frente do restante.

E gráficos de tráfego.  Existem também um detalhamento por visitante, onde novos robôs de busca e indexação podem ser marcados como tal e, assim, não ser contabilizados.

Além dessas funcionalidades que já existiam no JoomlaStats, existe agora uma amostra de visitas e indexadores em gráfico de pizza.  Ainda não entendi muito bem qual a vantagem disso, mas achei bonitinho.

Uma vantagem do j4age em relação ao joomlastats é o fato de que o template de página não precisa ser alterado pra funcionar.  Basta instalar um módulo de mesmo nome, j4age-module, e ativar.

Se você conhece o seu público e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem acessos ao seu site. Se você se conhece mas não conhece o seu público, para cada acesso ganho sofrerá também um rebaixamento de link no Google. Se você não conhece nem o seu público nem a si mesmo, perderá todas as indexações no Google.

 

Escrito por Helio Loureiro
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Monitoração de pacotes

Num desses dias que começaram o ano, precisei fazer o monitoramente de uma mensagem em SOAP (padrão de comunicação dos sistema de pré-pago com que trabalho).  Estava acostumado ao uso do wireshark pra fazer isso, mas descobri que não tinha o mesmo instalado.

Instalar um wireshark não é nada demais pra quem tem apt-get, mas como eu estava dentro do ambiente da empresa e não queria problemas com a área de segurança da informação, que monitora o download de aplicativos como o wireshark, resolvi fazer direto com tcpdump.

Para isso basta usar os parâmetros "-s 0", para definir tamanho máximo de pacote (não pegar somente alguns bytes), "-l" pra fazer a saída sem bufferização e, finalmente, "-A" para ter uma saída em modo texto dos caractéres ASCII dos pacotes capturados.

Com isso, utilizei o comando "tcpdump -n -s 0 -l -A -i lo port 10066" e pude verificar se meu protocolo SOAP estava enviando os cabeçalhos corretamente.

root@shibboleet:~# tcpdump -n -s 0 -l -A -i eth0 port 10066
tcpdump: verbose output suppressed, use -v or -vv for full protocol decode
listening on lo, link-type EN10MB (Ethernet), capture size 65535 bytes
17:04:12.661207 IP 10.1.2.5.43789 > 10.1.2.5.10066: Flags [S], seq 2942898742, win 32792, options [mss 16396,sackOK,TS val 284979440 ecr 0,nop,wscale 7], length 0
E..<b.@.@...
{..
'R.i.6........KB....@....
..p.........
17:04:12.661232 IP 10.1.2.5.10066 > 10.1.2.5.43789: Flags [S.], seq 2517428391, ack 2942898743, win 32768, options [mss 16396,sackOK,TS val 284979440 ecr 284979440,nop,wscale 7], length 0
E..<..@.@...
{..
.....i.7....KB....@....
..p...p.....
17:04:12.661251 IP 10.1.2.5.43789 > 10.1.2.5.10066: Flags [.], ack 1, win 257, options [nop,nop,TS val 284979440 ecr 284979440], length 0
E..4b.@.@...
{..
'R.i.7........K:.....
..p...p.
17:04:12.661302 IP 10.1.2.5.43789 > 10.1.2.5.10066: Flags [P.], seq 1:1441, ack 1, win 257, options [nop,nop,TS val 284979440 ecr 284979440], length 1440
E...b.@.@..H
{..
'R.i.7........P......
..p...p.POST /Air HTTP/1.1
Accept-Encoding: identity
Content-Length: 1245
Host: air:10066
User-Agent: DSMN/4.4/1.0
Connection: close
Content-Type: text/xml
Authorization: Basic dmFpbGE6c2V1dHJvdXhh

<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="no"?>
<methodCall>
<methodName>UpdateOffer</methodName>
<params>
<param>
<value>
<struct>
<member>
<name>originNodeType</name>
<value>
<string>EXT</string>
</value>
</member>
<member>
<name>originHostName</name>
<value>
<string>HELIO</string>
</value>
</member>
<member>
<name>originTransactionID</name>
<value>
<string>410</string>
</value>
</member>
<member>
<name>originTimeStamp</name>
<value>
<dateTime.iso8601>20130115T17:04:12+0000</dateTime.iso8601>
</value>
</member>
<member>
<name>subscriberNumber</name>
<value>
<string>5511912345678</string>
</value>
</member>
<member>
<name>offerID</name>
<value>
<int>11</int>
</value>
</member>
<member>
<name>offerType</name>
<value>
<int>0</int>
</value>
</member>
<member>
<name>expiryDate</name>
<value>
<dateTime.iso8601>20131027T12:00:00+0000</dateTime.iso8601>
</value>
</member>
</struct>
</value>
</param>
</params>
</methodCall>

17:04:12.661312 IP 10.1.2.5.10066 > 10.1.2.5.43789: Flags [.], ack 1441, win 256, options [nop,nop,TS val 284979440 ecr 284979440], length 0
E..4.X@.@.WX
{..
.....i......K:.....
..p...p.
17:04:12.829800 IP 10.1.2.5.10066 > 10.1.2.5.43789: Flags [P.], seq 1:836, ack 1441, win 256, options [nop,nop,TS val 284979609 ecr 284979440], length 835
E..w.Y@.@.T.
{..
.....i......N}.....
..q...p.HTTP/1.1 200 OK
Content-Length: 681
Content-Type: text/xml
X-Powered-By: AIR-XmlRpc Server 3.2
Server: air
Date: Tue, 15 Jan 2013 19:04:24 GMT

<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?>
<methodResponse>
<params>
<param>
<value>
<struct>
<member>
<name>expiryDate</name>
<value><dateTime.iso8601>20131027T12:00:00+0000</dateTime.iso8601></value>
</member>
<member>
<name>offerID</name>
<value><i4>11</i4></value>
</member>
<member>
<name>offerType</name>
<value><i4>0</i4></value>
</member>
<member>
<name>originTransactionID</name>
<value><string>410</string></value>
</member>
<member>
<name>responseCode</name>
<value><i4>0</i4></value>
</member>
<member>
<name>startDate</name>
<value><dateTime.iso8601>20130115T12:00:00+0000</dateTime.iso8601></value>
</member>
</struct>
</value>
</param>
</params>
</methodResponse>
17:04:12.829865 IP 10.1.2.5.43789 > 10.1.2.5.10066: Flags [.], ack 836, win 256, options [nop,nop,TS val 284979609 ecr 284979609], length 0
E..4b.@.@...
{..
'R.i..........K:.....
..q...q.
17:04:12.830228 IP 10.1.2.5.43789 > 10.1.2.5.10066: Flags [F.], seq 1441, ack 836, win 256, options [nop,nop,TS val 284979609 ecr 284979609], length 0
E..4b.@.@...
{..
'R.i..........K:.....
..q...q.
17:04:12.865118 IP 10.1.2.5.10066 > 10.1.2.5.43789: Flags [F.], seq 836, ack 1442, win 256, options [nop,nop,TS val 284979644 ecr 284979609], length 0
E..4.Z@.@.WV
{..
.....i......K:.....
..q...q.
17:04:12.865140 IP 10.1.2.5.43789 > 10.1.2.5.10066: Flags [.], ack 837, win 256, options [nop,nop,TS val 284979644 ecr 284979644], length 0
E..4b.@.@...
{..
'R.i..........K:.....
..q...q.
^C
10 packets captured
20 packets received by filter
0 packets dropped by kernel

Nesse caso é uma aplicação que roda na porta 10066 que foi criada pra atribuir "Offers", ou ofertas de serviços através de um servidor que se chama AIR, Account Information and Refilling.

Escrito por Helio Loureiro
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E fechando o ano de 2012, um último artigo sobre hibernação no Ubuntu 12.10, que é pra lembrar de entrar 2013 bem descansado :-)

Escrevo um artigo sobre a utilização do laptop sem ficar desligando, a guerra dos 100 dias, e seus benefícios e então me deparo justamente com um upgrade de sistema que não funciona com a hibernação.  E em menos de 6 meses.

Tudo começou quando decidi passar o laptop de 32 bits para 64 (processador Intel Core i3).  Minha limitação para não realizar tal tarefa antes era o sistema de SSL VPN, da Juniper, usado pela empresa para conectar remotamente.  O sistema de VPN inicia um applet java que instala e roda uma biblioteca de 32 bits.  

Já fazia algum tempo, eu vinha testando rodar isso em um modo "híbrido", com a funcionalidade de multi-arch ou com chroot de um ambiente de 32 bits.  Como tudo estava funcionando nos testes, resolvi mudar o sistema aproveitando as férias de fim de ano.

Eu estava com Ubuntu 12.04 para i386, LTS, e resolvi instalar o 12.10 para amd64.  Eu poderia ter escolhido um upgrade do sistema, que aparentemente funcionaria, mas resolvi fazer uma instalação nova, o que acabou me gerando a perda de dados do /home, mas essa é outra história.

Ao finalizar a instalação do 12.10 (e recuperar minha partição perdida - mas não completamente, duh!), eu me deparei com um kernel mais novo: 3.5.0-21-lowlatency.  Anteriormente eu estava rodando o 3.2.7-pf (post factum).  Não consegui fazer funcionar a hibernação de jeito nenhum.  Nem com pm-suspend, nem com pm-hibernate, nem com o novo método, o pm-suspend-hybrid.  Em todos os casos o sistema travava logo no início da hibernação e me deixava com uma tela preta, sistema operacional travado, mas máquina ligada.  Somente um procedimento de "dedo-off" conseguia desligar o laptop.  E sem nenhum log de problema por parte do ACPI.

Tentei recompilar o kernel, instalar outra versão, a versão sem lowlatency, enfim de tudo.  Mas sem resultados.

Por um acaso, notei um erro no sistema pelo "dmesg".  No começo achei que era problema da minha memória RAM.

[    5.974345] BUG: unable to handle kernel paging request at 0000000000ff1000
[    5.974351] IP: [] memcpy+0xd/0x110
[    5.974359] PGD 1b0dbc067 PUD 1b0db9067 PMD 0 
[    5.974363] Oops: 0000 [#1] SMP 
[    5.974366] CPU 2 
[    5.974367] Modules linked in: snd_page_alloc drm_kms_helper serio_raw drm 
coretemp cfg80211 kvm_intel i2c_algo_bit kvm videobuf2_vmalloc videobuf2_memops 
mxm_wmi wmi sony_laptop(+) intel_ips microcode mac_hid video mei lpc_ich btusb 
bluetooth xfs firewire_ohci firewire_core crc_itu_t sdhci_pci sdhci atl1c
[    5.974385] 
[    5.974387] Pid: 637, comm: modprobe Not tainted 3.5.0-17-generic #28-Ubuntu 
Sony Corporation VPCS110GB/VAIO
[    5.974390] RIP: 0010:[]  [] memcpy+0xd/0x110
[    5.974394] RSP: 0018:ffff8801b0d31c40  EFLAGS: 00010246
[    5.974395] RAX: ffff8801b0d31c90 RBX: ffff8801ae9545c0 RCX: 0000000000000001
[    5.974397] RDX: 0000000000000000 RSI: 0000000000ff1000 RDI: ffff8801b0d31c90
[    5.974398] RBP: ffff8801b0d31c58 R08: ffff8801b2218200 R09: 000000018040003e
[    5.974399] R10: 0000000000000000 R11: ffffffff813ad3e5 R12: ffff8801b0d31c90
[    5.974401] R13: ffff8801b0d31caf R14: ffff8801b22f4800 R15: 0000000000000135
[    5.974403] FS:  00007fb7feb92700(0000) GS:ffff8801bbc80000(0000) knlGS:0000000000000000
[    5.974404] CS:  0010 DS: 0000 ES: 0000 CR0: 000000008005003b
[    5.974405] CR2: 0000000000ff1000 CR3: 00000001b271d000 CR4: 00000000000007e0
[    5.974407] DR0: 0000000000000000 DR1: 0000000000000000 DR2: 0000000000000000
[    5.974408] DR3: 0000000000000000 DR6: 00000000ffff0ff0 DR7: 0000000000000400
[    5.974410] Process modprobe (pid: 637, threadinfo ffff8801b0d30000, task ffff8801b0d8c500)
[    5.974411] Stack:
[    5.974413]  ffffffffa01a8893 0000000000000009 0000000000000035 ffff8801b0d31ce8
[    5.974416]  ffffffffa01a9b69 ffff8801b16986a0 ffff8801b0067800 ffff8801b0d31c80
[    5.974419]  ffffffff00000000 0000000000000009 0000000000000000 0000000000000000
[    5.974422] Call Trace:
[    5.974430]  [] ? sony_nc_buffer_call.constprop.12+0x43/0xa0 [sony_laptop]
[    5.974435]  [] sony_nc_function_setup+0x2f9/0xab0 [sony_laptop]
[    5.974440]  [] sony_nc_add+0x1f8/0x660 [sony_laptop]
[    5.974446]  [] ? sysfs_do_create_link+0xeb/0x200
[    5.974451]  [] acpi_device_probe+0x50/0x11d
[    5.974457]  [] driver_probe_device+0x7e/0x220
[    5.974460]  [] __driver_attach+0xab/0xb0
[    5.974462]  [] ? driver_probe_device+0x220/0x220
[    5.974465]  [] bus_for_each_dev+0x55/0x90
[    5.974468]  [] ? 0xffffffffa01b4fff
[    5.974470]  [] driver_attach+0x1e/0x20
[    5.974473]  [] bus_add_driver+0x198/0x270
[    5.974475]  [] ? 0xffffffffa01b4fff
[    5.974478]  [] driver_register+0x77/0x150
[    5.974483]  [] ? dmi_matches+0x53/0xc0
[    5.974485]  [] ? 0xffffffffa01b4fff
[    5.974488]  [] acpi_bus_register_driver+0x3e/0x47
[    5.974492]  [] sony_laptop_init+0x57/0x1000 [sony_laptop]
[    5.974498]  [] do_one_initcall+0x12a/0x180
[    5.974502]  [] sys_init_module+0xc2/0x230
[    5.974508]  [] system_call_fastpath+0x16/0x1b
[    5.974509] Code: 2b 43 50 88 43 4e 48 83 c4 08 5b 5d c3 90 e8 eb fb ff ff 
eb e6 90 90 90 90 90 90 90 90 90 48 89 f8 48 89 d1 48 c1 e9 03 83 e2 07  
48 a5 89 d1 f3 a4 c3 20 4c 8b 06 4c 8b 4e 08 4c 8b 56 10 4c 
[    5.974539] RIP  [] memcpy+0xd/0x110
[    5.974542]  RSP 
[    5.974543] CR2: 0000000000ff1000
[    5.974545] ---[ end trace 67f7b54c3f5c5271 ]---

Como a danada da falha mostrava um erro com "memcpy+0xd/0x110", eu imaginei que era falha de cópia de dados pra alguma endereço da memória RAM, ou seja, o pente de memória que comprei no #DX estava com problemas, o que denota a máxima de que, na dúvida, culpe o fornecedor Chinês mais próximo de você.

Passei os restantes dos dias buscando por mais reclamações sobre problemas de hibernação no Ubuntu 12.10 ou algo parecido, e... nada.  Comecei a desconfiar mesmo dos produtos chineses, a ponto de passar 2 dias rodando memtest pra verificar o estado da RAM, procedimento aliás que só causa expectativa seguida de frustração, e não tira o produto Chinês da mira de vilão da história.

Hoje, por um acaso muito grande, eu resolvi buscar pelo erro do bug, mas na verdade para buscar alguma ferramenta para bloquear o segmento de memória danificado.  Então busquei pela linha:

BUG: unable to handle kernel paging request at

E encontrei umas referências sobre problemas em... Sony Vaio!  Justamente a marca do meu laptop.  Coincidência?

Então resolvi buscar diretamente o endereço de memória do meu problema:

BUG: unable to handle kernel paging request at 0000000000ff1000

E não é que peguei um problema reportado e bem descrito no Launchpad, o sistema de reporte de bugs do Ubuntu? Eu nunca tinha encontrado referências a esse bug porque a descrição fala de problema de Sony Vaio (outro duh!).

[SONY VAIO VPCS12L9E] Suspend doesn't work after dist-upgrade to Quantal 12.10

Felizmente a pessoa que abriu o bug report fez uma bela descrição do problema e também de uma solução.  Apenas apliquei os seguintes passos para ter meu sistema funcionando corretamente:

sudo add-apt-repository ppa:shiba89/vaio-kernel
sudo apt-get update
sudo apt-get install linux-headers-generic sony-laptop-dkms

Com isso, no boot seguinte tive a comprovação de que meu laptop voltou à hibernar feito um bebê.  E com isso fecho 2012 sem pendências, ao menos pessoais, para 2013.

E que venha 2013!  Se sobrevivemos ao fim do mundo segundo os Maias, não é um problema de kernel que vai nos segurar!

Escrito por Helio Loureiro
Categoria:

 

Invariavelmente eu preciso trocar o hostid de uma máquina com Solaris para realizar testes.  O objetivo não é pirataria, ou algo assim, mas testes de verificação de aplicativos com licença de uso, que são amarrados ao hostid da máquina.

Eu conhecia um programa para fazer isso, mas essa semana topei com uma explicação bem legal de como fazer manualmente a mudança, disponível aqui: 

How to Change the Hostid of a Sun Solaris Machine?

Baseado nessa explicação, montei um programa em perl pra conseguir fazer a mesma coisa de forma mais simplificada, o hostid.pl.

#! /usr/bin/perl

$HOSTID = "/usr/bin/hostid";
$SAVEORIG = "/etc/hostid.orig";
$ADB = "/usr/bin/adb";
$ADBOPTS = "-w -k /dev/ksyms /dev/mem";


sub Usage() {
  print "Use: $0 \n";
  print "\t note: hostid must be 8 chars long\n";
  exit(1);
}

if ($ENV{"USER"} ne "root") {
  print "This must be run as root.\n";
  exit(1);
}

$newhostid = $ARGV[0];
if (length($newhostid) != 8) {
  Usage();
}

if (! -f "$SAVEORIG") {
  print "Saving original hostid into $SAVEORIG\n";
  open(SAVE,">$SAVEORIG") or die "Impossible to save original hostid: $!\n";
  print SAVE `$HOSTID`;
  close SAVE;
}

$myhex = eval("0x".$newhostid);
$mystr = sprintf("%s", $myhex);

$i = 0;
$parts[$i] = substr($mystr, $i, 4);
$parts[$i + 1] = substr($mystr, $i + 4, 4);
$parts[$i + 2] = substr($mystr, $i + 8, 4);

for ($i = 0; $i <= 3; $i++) {
  foreach $p (split(//,$parts[$i])) {
	$hwserial[$i] .= ($p + 30);
  }
}
$hwserial[2] .= "0000";

$msg = "$ADB $ADBOPTS << EOF > /dev/null

hw_serial/W 0x".$hwserial[0]."
hw_serial+4/W 0x".$hwserial[1]."
hw_serial+8/W 0x".$hwserial[2]."
END

EOF
";
print "Applying hostid change into memory\n";
system($msg);
print "Enforcing new hostid across system\n";
system("/etc/rc2.d/S20sysetup");
Escrito por Helio Loureiro
Categoria:

O calcanhar de Aquiles do Linux sempre foi o gerenciamento de memória.  Por mais memória que se tenha disponível, ele vorazmente sempre quer mais.  E nunca libera a memória livre.

E meus parcos 6 GB de memória do laptop tem sentido isso nesses últimos dias de 2012.   E verificável pelos gráficos do Munin, que mostra o pedido de 10 GB de memória pra usar.  Isso me faz pensar que talvez os Maias esteja certos.

 

 

Eu ainda não descobri qual programa (ou processo) está causando isso, e o kernel Linux não cuida de matar o processo comilão.

Então criei um pequeno daemon, em perl, para ficar lendo o /proc e matando os processos que mais consomem memória se a carga do sistema aumentar muito (atualmente marquei para load average maior de 10).

 

#! /usr/bin/perl

use POSIX;

$PROC = "/proc";
$MAXLOAD = 10;  #loadaverage
$SLEEPTIME = 1; #seconds

if (getuid() != 0) {
  print "Only root can run this program.\n";
  exit(1);
}

if (! -d $PROC) {
  print "Not possible to run.  System not running with $PROC directory\n";
  exit(1);
}

sub GetMem() {
  $pid_dir = $_[0];
  my $dir = $PROC."/".$pid_dir."/statm";
  open(MEM, $dir) or die "Error:$dir $!\n";
  @params = split(/ /, );
  close MEM;
  $memory = $params[0];

  return $memory;
}

sub GetPID() {
  my %MEM;
  opendir(PROC,$PROC) or die "Not possible to run.  System not running with $PROC directory\n";

  foreach $dir (readdir PROC) {
	# Just read higher processes
	# avoid init (1) or non-pid
	next if ($dir !~ m/^\d\d\d+/);
	$mem = &GetMem($dir);
	if ($mem) {
	  $MEM{$dir} = $mem;
	}
	
  }
  closedir PROC;

  return %MEM;
}

sub GetLoad() {
  open(LOAD,$PROC."/loadavg") or die "Impossible to detect load average by $PROC:$!\n";
  my $load = ;
  close LOAD;
  my @params = split(/ /, $load);

  return $params[0];
}

sub GetCommand() {
  my $pid = $_[0];
  open(CMD, $PROC."/".$pid."/cmdline") or die "Impossible to read the source command: $!\n";
  my $cmd = ;
  close CMD;

  return $cmd;
}

sub DaemonizeMe() {
  print "Starting to memory control daemon\n";
  POSIX::setsid or die "setsid: $!";
  my $pid = fork ();
  if ($pid < 0) {
	die "fork: $!";
  } elsif ($pid) {
	exit 0;
  }
  chdir "/";
  umask 0;
  foreach (0 .. (POSIX::sysconf (&POSIX::_SC_OPEN_MAX) || 1024)) { 
	POSIX::close $_; 
  }
  open (STDIN, "/dev/null");
  #open (STDERR, ">&STDOUT");
}

&DaemonizeMe();
my $mypid = getpid();
my %DEATHCOUNTER;

while (! $SIG{TERM}) {
  
  sleep($SLEEPTIME);
  my $load = &GetLoad();
  next if ($load < $MAXLOAD);
  my %MEM;
  %MEM = &GetPID();

  $higher_m = 0;
  $higher_pid = 0;

  foreach $k (sort keys %MEM) {
	next if ($k eq $mypid);
	$mem = $MEM{$k};
	if ($mem > $higher_m) {
	  $higher_m = $mem;
	  $higher_pid = $k;
	  $DEATHCOUNTER{$higher_pid}++;
	}
  }

  if ($DEATHCOUNTER{$higher_pid} >= 5) {
	print "Killing due higher memory usage: ".&GetCommand($higher_pid)." (".$higher_pid.") [".$higher_m." Bytes]\n";
	%DEATHCOUNTER;
  }
}

print "Exiting...";
exit(0);

Os Maias podiam até estar certos, mas isso não significa que precisamos ficar sentados olhando.

Escrito por Helio Loureiro
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Se assim como eu, você precisa invariavelmente entregar programas binários e sem o código fonte, então também está sentindo falta do perlcc, que compilava o programa em perl em um belo binário.

Devido à vários bugs, incompatibilidades e falta de manutenção, o perlcc foi removido já no perl 5.8.

Eu testei várias outras soluções, mas ultimamente estava entregando binário utilizando o freeze do python, que eu achava mais simples.

Hoje, buscando uma outra coisa perl, topei com um PAR packer.  Tanto a sintaxe quanto a funcionalidade é idêntica ao perlcc.

PAR packer

Eu testei aqui, e funcionou muito bem.

helio@shibboleet:tmp$ pp -B -o accumulatorEventSender accumulatorEventSender.pl
helio@shibboleet:tmp$ ls
accumulatorEventSender  accumulatorEventSender.pl
helio@shibboleet:tmp$ file accumulatorEventSender
accumulatorEventSender: ELF 32-bit LSB executable, Intel 80386, version 1 (SYSV), 
dynamically linked (uses shared libs), for GNU/Linux 2.6.15,
BuildID[sha1]=0x75828a5e4b38f0a935c9461e07d6ac23d3282d73, stripped

O aplicativo se encontra no pacote libpar-packer-perl no Ubuntu (e possivelmente no Debian).

Escrito por Helio Loureiro
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Como é de se esperar, aumentei meus "skills" de apresentação junto com o MBA.  Uma das ferramentas que conheci, mas acabei não usando durante o curso, foi Prezi.

As apresentações ficam simplesmente fanstásticas.

É feita toda via flash, via web, no modelo freemium (de graça com até certas features).  Apesar disso, recomendo mais que qualquer outra ferramenta como Microsoft Powerpoint ou LibreOffice Presentation.

Minha primeira brincadeira com Prezi.

 

Escrito por Helio Loureiro
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Já faz anos que compilo meus kernels e sistemas com a utilização do parâmetro "-j 8" ou "-j 12".  Esse parâmetro, passado ao GCC, faz uso de multithreads em máquinas com mais de um processador ou processador multicore, como esse Intel Core i3 que tenho no laptop.

Mas sempre usei esse parâmetro quase que como dogma, sem muita certeza de sua eficiência.  Aliás, com uma pequena idéia de eficiência já que, sem o uso do mesmo, o tempo de compilação era mais demorado.  Mas tudo muito de "sentimento", sem nenhuma comprovação.

Então, num desses dias sem muita coisa pra fazer (pequena metira: estava lotado de coisas pra terminar, mas decidi fazer isso pra limpar um pouco a mente), resolvi verificar essa compilação com dados mais concretos e monitoração dos resultados.  Fiz o seguinte programa em python pra ficar compilando um kernel que já estava configurado e que eu tinha certeza que compilava sem problemas, com as threads indo de 1 a 20:

#! /usr/bin/python
# make clean; time make-kpkg -j 4 --initrd kernel_image
import os
import time

#print time.time()
OUTPUT = "/tmp/kernel_results.csv"

FD = open(OUTPUT, "w")

for TH in xrange(1,21):
        print "Threads:", TH
        print "\tlimpando..."
        os.system("make clean")
        t_0 = time.time()
        os.system("make-kpkg -j " + str(TH) + " --initrd kernel_image")
        t_1 = time.time()
        total_time = t_1 - t_0
        msg = "Threads: %d in %0.2f s" %(TH, total_time)
        print msg
        FD.write(str(TH) + "," + str(total_time) + "\n")
        FD.flush()

Então deixei o sistema rodando.  Eu costumo usar o "make-kpkg", do pacote kernel package, que já gera para mim o pacote DEB para instalação.

Ao final, os resultados foram os seguintes:

A troca de contextos de processos realmente aumentou com o aumento de threads.  Por isso o sistema fica tão lento.

O sistema ficou com uso de CPU intenso, mas sem crescimento gradual (isso eu já achei estranho).

As interrupções de mudança de contexto também ficaram iguais, onde eu esperava um valor em degraus.

Mas a carga do sistema, load average, aumentou realmente em degrau, acompanhando a quantidade definida no "-j".  Isso era esperado e é sempre notado, pois o computador fica super lento.

Porém o melhor ficou pro final: a análise do tempo pela quantidade de threads.

O tempo diminuiu conforme a quantidade de threads que aumenta até... 3???  O processador Intel Core i3 é um multicore de 4 cores, eu esperava ao menos um melhor desempenho até 4 threads, mas dá pra ver bem claro que o sistema estabiliza em 3.

Ou seja, usando "-j 8" ou "-j 12" só serve para aumentar a carga da CPU, aumentando as trocas de contextos, mas não significam nem melhora nem otimização da compilação.  Pelo contrário.  Então o melhor é saber o máximo que a CPU realmente aguenta antes de aplicar cegamente parâmetros para *melhorar* o desempenho do sistema.  E monitorar os resultados!

Atualização: Sun Feb  3 20:34:35 BRST 2013

Conforme pedido do Erick Tostes, @ericktostes no twitter, estou incluindo o meu /proc/cpuinfo.

processor       : 0
vendor_id       : GenuineIntel
cpu family      : 6
model           : 37
model name      : Intel(R) Core(TM) i3 CPU       M 330  @ 2.13GHz
stepping        : 2
microcode       : 0x9
cpu MHz         : 933.000
cache size      : 3072 KB
physical id     : 0
siblings        : 4
core id         : 0
cpu cores       : 2
apicid          : 0
initial apicid  : 0
fpu             : yes
fpu_exception   : yes
cpuid level     : 11
wp              : yes
flags           : fpu vme de pse tsc msr pae mce cx8 apic sep mtrr pge mca cmov pat pse36 
clflush dts acpi mmx fxsr sse sse2 ss ht tm pbe syscall nx rdtscp lm constant_tsc 
arch_perfmon pebs bts rep_good nopl xtopology nonstop_tsc aperfmperf pni dtes64 monitor 
ds_cpl vmx est tm2 ssse3 cx16 xtpr pdcm sse4_1 sse4_2 popcnt lahf_lm arat dtherm tpr_shadow 
vnmi flexpriority ept vpid
bogomips        : 4255.62
clflush size    : 64
cache_alignment : 64
address sizes   : 36 bits physical, 48 bits virtual
power management:

processor       : 1
vendor_id       : GenuineIntel
cpu family      : 6
model           : 37
model name      : Intel(R) Core(TM) i3 CPU       M 330  @ 2.13GHz
stepping        : 2
microcode       : 0x9
cpu MHz         : 933.000
cache size      : 3072 KB
physical id     : 0
siblings        : 4
core id         : 0
cpu cores       : 2
apicid          : 1
initial apicid  : 1
fpu             : yes
fpu_exception   : yes
cpuid level     : 11
wp              : yes
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clflush dts acpi mmx fxsr sse sse2 ss ht tm pbe syscall nx rdtscp lm constant_tsc 
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vendor_id       : GenuineIntel
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cpu cores       : 2
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initial apicid  : 5
fpu             : yes
fpu_exception   : yes
cpuid level     : 11
wp              : yes
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Escrito por Helio Loureiro
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Outro dia, durante o trabalho, fui perguntado sobre onde fazer cursos para certificação Linux LPI.  Antes de dar recomendações, fiz a pergunta básica: qual o seu propósito com essa certificação?

Muitas pessoas buscam a certificação por vários motivos:  status, melhoria salarial ou carreira, ou conhecimento.  Mas será que é algo que vale a pena?  Como resposta, ou melhor, opinião minha digo que depende da situação e do objetivo.

Certificação é uma forma mais rápida de adquirir um conhecimento e comprovar tal aprendizado.

Nada mais que isso.  Cursos de certificação levam em média 6 meses (em geral menos), mas não são nada mais que isso.  São cursos, e cursos não substituem uma boa faculdade.  Alguns cursos ainda o preparam somente pra passar na prova de certificação.  Caso ainda não seja formado ou seja um profissional autodidata, e queira comprovar no seu currículo que detém mesmo um certo conhecimento, então eu recomendo uma certificação na sua área de atuação.  Muitas certificações não exigem uma quantidade mínima  de aulas, mas apenas agendamento, pagamento e realização da prova (não necessariamente nessa ordem).  Se aprovado, consegue-se a certificação.

Mas caso tenha uma faculdade, tentar engrossar o currículo com certificação pode significar que seu curso não prestou a que devia: ensinar.  É bastante arriscado fazer isso.  Não existe no mundo certificação que seja melhor que um curso de no mínimo de 2 anos (em relação às boas faculdades).  Claro que é preciso "saber aprender" durante a faculdade, do contrário realmente foi um tempo jogado fora e nem mesmo a certificação vai ajudar.

Em termos de carreira, se deseja melhorar seu salário ou crescer na empresa, é melhor negociar com seu gerente antes, pois pode ser que a empresa precisa desse conhecimento mas... não tanto a ponto de pagar algo a mais por seu esforço.  Então realmente converse com seu gerente sobre sua carreira, o que deseja, sobre a certificação, e tenha a certeza se vale a pena investir nele ou não.

Se o desejo for por um melhor emprego, certificação não é o que ajuda.  O importante é o conhecimento.  Mentir no currículo não pega bem e é descoberto logo, pela falta de conhecimento.  Certificação não é diferente.  De todas as entrevistas de emprego em que eu estava como empregador, em nenhum caso a certificação fez diferença já que eu perguntava aos candidatos sobre suas competências e pedia exemplos de como a usaram.  Em alguns casos eu ainda fazia exemplos de problemas e perguntava como resolveriam.  

Mas se o caso de busca for por conhecimento, eu acho que cursos gratuitos na Internet podem ajudar com isso sem necessariamente precisar da certificação.  Existem os mais variados materiais disponíveis e o interessante seria aplicar seus conhecimentos, ao longo do aprendizado, em algum projeto que esteja trabalhando.  Isso ajuda a fixar o conteúdo.

No exemplo do LPI, eu sugeri que buscassem as apostilas do Guia Foca Linux, que é um curso completo de Linux desenvolvido com várias contribuições e ao longo de vários anos.  Eu mesmo administro os treinamentos internos da empresa baseados nessa apostilas.  Sempre que me pedem referência sobre livros ou qualquer coisa de Linux, eu sempre recomendo o Guia Foca Linux.

Então quando pensar em certificação, pense antes qual o seu real objetivo com isso.

Escrito por Helio Loureiro
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Após aproximandamente passado 1 mês do lançamento da pesquisa do MBA FGV, sobre perfil de consumidores de dispositivos móveis em frente da TV, finalmente é possível sumarizar e apresentar os resultados.

Antes de mais nada agradeço aos que participaram.  

A pesquisa foi anônima, mas pelo perfil apresentado, é possível ver que a rede de contato não fugiu muito do perfil de T.I., pois a maioria é composta de homens entre 25 e 40 anos e atuantes na área de exatas.  Tentei fazer o mais abrangente possível, mas... é impossível fugir do teorema dos grafos...

Vamos às respostas então.

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Os resultados foram muito próximos daqueles já informados por pesquisas como IBOPE e até mesmo a ConsumerLabs da Ericsson.

A idéia da pesquisa era saber sobre o mercado de aplicativos second screen, onde os dispositivos móveis como smartphones e tablets tornam-se parte da programação de TV.  A forma mais fácil de visualizar isso seria através do aplicativo participando online durante o debate político na TV.  Imagine poder verificar online quem está indo melhor num debate, ou pior.  Pode não ser significativo em termos de análise eleitoral, mas é no mínimo diverto.

Agora resta saber se algum dia conseguirei realmente montar uma empresa startup com isso :-)