O cozinheiro de bits

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Debian consultant

Written by Helio Loureiro on .

Due my current job, I can't offer anymore Debian professional consultant services.  It could conflict to company interestes.  But I can offer it for free.

So if you are a non-profit organization, like schools, and would like to have a Debian server place in your environment, I can give you certain services and/or directions.

Services that I can help you are:

  • Security
    • Firewall configuration.
    • IPS/IDS.
    • System audity.
  • Servers
    • Web Apache.
    • Mail with sendmail or postfix.
    • PBX IP with Asterisk.
    • SAMBA server (windows domain authentication, etc).
  • Monitoring
    • Zabbix.
    • Nagios.
    • Munin.
  • CMS (Content Management Systems)
    • Wordpress.
    • Joomla
  • Networking
    • DHCP.
    • BGP/OSPF/RIP routing via quagga. 

Do you need them?  Or even an install fest?  Or someone to talk about Debian and Linux?  Then just drop me a mail.

Mail: helio-arroba-loureiro-ponto-eng-ponto-br
Twitter: @helioloureiro
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Apresentando Jenkins no display com raspberrypi

Written by Helio Loureiro on .

No nosso ambiente de desenvolvimento utilizamos Jenkins pra Continuous Integration, ou seja, a cada "commit" de código, compilar e testar a versão de uma forma automatizada.  Cada um pode conectar no servidor Jenkins e visualizar o status do build, mas deixamos um display aberto para que todos possam ver como as coisas andam (e não deixar um release quebrado parado pra sempre).

Nada melhor que usar um raspberrypi pra essa atividade, já que é um dispositivo pequeno e com baixo consumo de energia.  Aliás é o treco pendurando pra baixo da TV.  O único incoveniente é que pra mostrar mais de um servidor Jenkins, as opções atuais são pra utilizar algum código javascript que faz com que a tela troque de URL.

Essas soluções funcionam muito bem em PCs x86_32 e x86_64, mas em um raspberrypi... as limitações de CPU são grandes.  Como os browsers que suportam isso são chrome/chromium e firefox, o efeito indesejado é essa "lentidão" em renderizar a página, como mostra a imagem.

Outro problema é que seu um dos servidores Jenkins estiver fora do ar, esses javascripts "quebram", não fazendo a transição pra url seguinte.

Pra completar o problema, decidimos mudar de chromium pra epyphany, pois o mesmo usa muito menos memória que o chromium, e menos CPU.  Mas nem tudo é perfeito: o epyphany não suporta script pra trocar entre várias URLs como o chrome.

Durante essas trocas browsers e experimentos, troquei umas mensagens com o Gustavo Noronha, vulgo Kov, que é um dos mantenedores do epyphany, perguntando sobre as possibilidades do mesmo.  Ele disse que epyphany não suportava esse tipo de plugin, mas que eu poderia escrever minha própria aplicação em webkit.  Então...

Demorou.  Acho que trocamos essas mensagens, via twitter, lá pro meio de outubro.  Já é quase Natal.  Mas finalmente escrevi alguma coisa.

Comecei com um pequeno script baseado num código em C++ com Qt:

#include 
#include 
 
 
int main(int argc, char **argv){
  QApplication app(argc, argv);
  QWebView wv;
  QWebPage *page = wv.page();
  QWebSettings *settings = page->settings();
  settings->setAttribute(QWebSettings::JavascriptEnabled, true);
  settings->setAttribute(QWebSettings::PluginsEnabled, true);
  wv.load(QUrl("http://www.youtube.com"));
  wv.show();
  return app.exec();

Acabei trocando o script simples pra uma classe em python, e usando threads.  O que era simples ficou um pouco mais... vamos chamar de "refinado".  Mas está funcionando.  E com menos memória e CPU, que era o objetivo inicial.

Quem quiser dar uma brincada ou mesmo usar, o código está disponível no GitHub:

https://github.com/helioloureiro/raspresenterpy

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Removendo um arquivo -C

Written by Helio Loureiro on .

Isso mesmo.  Olhando meus diretórios pra começar um backup, percebi que criei um arquivo com nome "-C".  Provavelmente resultando de alguma comando errado.

O que fazer nesse caso?  Em geral comandos como "rm" e "mv" não funcionam pois interpretam o "-C" como uma opção do comando, não como arquivo.

Existem várias formas de resolver isso, inclusive algumas mais fáceis via interface gráfica usando nautilus/dolphin ou algo do gênero.  Mas vou mostrar a "forma UNIX" de resolver isso.

Primeiramente, onde está o danado do arquivo?

helio@linux:home$ ls
backup -C helio fisl lost+found support

No caso estava no meu diretório "/home".  E o que era o arquivo?

helio@linux$ home# ls -l
total 646124
drwxr-xr-x 2 root root 4096 Nov 21 09:41 backup
-rw-r--r-- 1 root root 661555200 Oct 9 12:05 -C
drwxr-xr-x 367 helio linux 36864 Nov 21 09:43 helio
drwxr-xr-x 6 fisl fisl 4096 Mar 5 2014 fisl
drwx------ 2 root root 16384 Nov 16 2013 lost+found
drwxr-xr-x 5 support admin 4096 May 17 2013 support

Agora vem o truque.  Cada arquivo criado no seu filesystem tem junto um número de i-node, que é onde ele foi efetivamente gravado no disco.  É possível usar a opção "-i" do comando "ls" pra verificar cada número de i-node de cada arquivo do diretório, seja um arquivo, seja um diretório, ou seja qualquer outra coisa (em Unix, tudo é arquivo).

root@linux:home# ls -i
15335425 backup 4741 -C 16252929 helio 14942209 fisl 11 lost+found 15466497 support

Verificado qual o número do i-node, 4741, agora é usar o comando "find" com opção de "-inum" pra mexer nesse arquivo, junto com um "-exec".  Na opção "-exec", o arquivo encontrado é substituído pelo "{}", que é como se fosse uma variável com o que foi encontrado pelo parâmetros anteriores, no caso o "-inum".  

Então basta usar isso pra renomear o arquivo pra qualquer outro nome.

root@linux:home# find . -maxdepth 1 -inum 4741 -exec mv {} arquivo_alien \;

Verificando...

root@linux:home# ls
backup helio fisl lost+found support arquivo_alien

Agora descobrindo o que é esse arquivo.

root@linux:home# file arquivo_alien
arquivo_alien: POSIX tar archive (GNU)
root@linux:home# mv arquivo_alien arquivo_alien.tar
root@linux:home# tar tvf arquivo_alien.tar
drwxr-xr-x root/root 0 2014-10-09 12:05 home/
drwxr-xr-x fisl/fisl 0 2014-03-05 10:16 home/fisl/
drwxr-xr-x fisl/fisl 0 2014-03-05 10:16 home/fisl/.purple/
-rw-r--r-- fisl/fisl 173 2014-03-05 10:16 home/fisl/.purple/blist.xml
drwxr-xr-x fisl/fisl 0 2013-07-04 22:21 home/fisl/.purple/certificates/

Realmente um arquivo do tipo tar.  Provavelmente de algum backup que tentei fazer e passei a opção de forma errado.  Sem stress e problema resolvido.

root@linux:home# rm arquivo_alien.tar
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1 mês sem facebook

Written by Helio Loureiro on .

Durante uma conversa na rede social Diaspora (tenho uma conta no joindiaspora.com), aceite um desafio de ficar 1 mês fora do FaceBook.

Qual o motivo da ausência?  Segundo o desafio, era impossível de se ficar fora da rede, que a rede nos obrigava a estar lá.  O desafio também incluia uma ausência conjunta do Whatsapp, mas essa foi fácil, pois já faz algum tempo que substitui pelo Telegram.  Entre as maiores vantagens desse, além da tão falada criptografia e segurança (que não acredito muito, mas vá lá) tem o fato de funcionar como webapp em qualquer browser.  Isso facilita em muito a vida e não entendo as pessoas continuando a usar o Whatsapp.  É tão anos 2010.

Mas voltando ao contro do assunto, e falando mais da ausência do Facebook.  Foi assim, sem mais nem menos.  Sem aviso. Apenas parei de usar.  Como estava num processo de recuperação do meu celular - que eu tinha brickado tentando instalar cyanogenmod, o que consegui depois - então não tinha o app do Facebook no celular.  Restava somente via browser, o que bastou somente não acessar.

Mantive o acesso do Twitter e do Google+, afinal, segundo o desafio, eles não tinham a dominação do Facebook e não fariam diferença.  E claro, continuei com o Diaspora.

No fim até que foi um bom desafio pois pude ficar fora do Facebook justo durante o período das eleições.  Até onde tinha visto, a coisa tinha virado briga de torcida, então foi um lado bom.

No Twitter não foi muito diferente, mas ao contrário do Facebook, Google+ e Diaspora, dá pra usar um aplicativo cliente não oficial, e esses em geral permitem filtrar tipo de posts indesejados.  Então foi só botar algumas palavras-chave pra me ver livre da briga de torcidas das eleições.

No Google+ eu nunca usei muito, nem o Diaspora, mas essa ausência também não me fez aumentar o uso.  Aliás o pouco que entrei em ambas as redes, as eleições davam o tom.  Um tom de lixo não reciclável, que fedia a racismo e difamação, de todos os lados.  Achei melhor assistir mais o Netflix.

Eu mantive meus aplicativos enviando mensagens pra dentro do Facebook, como Flickr e RunKeeper, onde geralmente posto minhas fotos (quase sempre do tempo fechado e frio) e meus passeios de bike.  Não sei se tiveram repercurssão ou não, acho que vou descobrir agora.

O que mudou na minha vida então depois desse 1 mês fora do Facebook?  Na verdade foi mais de 1 mês.  Foram 5 semanas, pois esperei passar o segundo turno das eleições e depois resolvi esperar passar o chororô de quem perdeu.  Apenas uma pausa: acho que ambos os candidatos eram só mais do mesmo.  Ganhar um ou outro não mudará em nada pra onde a coisa está se encaminhando no Brasil e a resposta será amarga.  Voltando ao assunto, senti falta dos grupos.  Eu já não sou muito usuário da timeline, que passava de vez em quando dando <like> em tudo, e depois mudava pros grupos.  Os que mais gosto são:

Tem outros grupos que gosto de participar também, mas nem todos são abertos ou eu participo tanto.  Também perdi contato com os amigos que ficaram no Brasil.

Ainda não entrei com tudo no Facebook, mas foram poucas mensagens em que fui citado (68) e algumas pessoas tentaram conversar comigo (5).  Dessas conversas, 4 foram de assuntos técnicos, com Linux.

Ou seja, em pouco mais de 1 mês fora do Facebook, 5 semanas, perdi 35 dias.  E só.

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Um conto de Halloween

Written by Helio Loureiro on .

Pra celebrar mais um Halloween que chega (e que nesse ano celebro de verdade), um conto de terror.  Conto?  Terror?  Não.  Mais pra piada que eu tentei achar o original, mas... foi-se. 

É sobre Jesus e o Diabo, numa competição de computadores.  Existe a versão original, mas a adaptada, powered by Linux, é muito mais engraçada.  Infelizmente essa eu não achei.  Então peguei a original e dei "aquela ajustada" pra ficar coisa fina.

Divirtam-se e bom Halloween.

Jesus e Satã numa competição de computação

Jesus e Satã estavam tendo uma discussão sobre quem era o melhor em computação.

A discussão já ocorria fazia dias, e Deus já estava divinamente cansado de ouvir tanto mimimi.  Então finalmente Deus disse "Ok, eu vou preparar uma competição de 2 horas e vou julgar quem é o melhor em computação".

Assim Santã e Jesus sentaram numa mesa pra competir.  Satã rodando o último Windows 10 (pre-release), num laptop Aliewware, 21 polegadas, 98 GB de RAM, 2 TB de disco SSD, e 2 CPUs Intel Core i7.  Jesus com seu velho laptop Dell, 14 polegadas, 32 MB de RAM e rodando Slackware.  Sem interface gráfica.

Eles abriram seus editores de texto preferidos, Satã com o último Microsoft Word 2013 e Jesus com vi, e começaram a digitar.  Satã digitou logo de cara 100 palavras, depois 1000, logo 10000, usando 10 dedos, algumas vezes até 15 dedos.  Digitava como um louco alucinado.  Jesus estava lá, catando o milho que Deus abençoou, usando um dedo de cada mão, no máximo.  Tinha algo como 10 palavras digitadas.

Todos estavam ansioso pra ver a performance divina de Jesus, mas aparentemente ele não tinha feito nenhum curso de digitação.

Mas 10 minutos antes do tempo terminar, repentinamente uma luz piscou pelo céu, um trovão se fez ouvir, e uma chuva forte caiu e, claro, caiu a eletricidade também.  Aparentemente ambos os laptops estavam sem bateria, uma certa providência divina.

Satã olhou sua tela negra e xingou alguma coisa numa palavra que somente o submundo poderia entender.  E Jesus suspirou.

Após alguns minutos, a eletricidade finalmente voltou, e os computadores reiniciaram.

O computador de Satã não reiniciou.  Ao invés disso apenas apresentou a famigerada BSOD, mostrando que algo havia se corrompido com o crash.  Ele então começou a teclar freneticamente, quase quebrando o teclado, tentando fazer com que o sistema voltasse.  Mas nada aconteceu.  Apenas sua voz se ouvia, gritando e esbravejando "Se foi!  Tudo se foi!  Maldito sistema!  Maldito!  Alguém traga um DVD que preciso reinstalar o windows!"

Enquanto isso, Jesus calmamente aguardava o final do fsck.  Quando isso aconteceu, um prompt de login do Linux apareceu.  Ao entrar no sistema, Jesus pode ver que o texto, com suas 15 palavras digitadas no vi com muito custo, estavam lá.

Satã ao perceber isso, ficou irado.  "Pare!  Ele roubou!  Com isso pode ter acontecido!?"

Então Deus, com um sorriso maroto e já declarando Jesus o vencedor, olhou de canto de olho e disse "só vi salva".

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Ainda sobre armazenamento na nuvem

Written by Helio Loureiro on .

Novamente falando sobre armazenamento no cloud depois do fim do UbuntuOne e Condoleezza Rice se juntar ao board do Dropbox.

Antes eu tinha descrito uma mudança experimental pro Box.com.  Foi bem experimental mesmo.  Totalmente.  Depois de usar um pouco, simplesmente desisti.  Quando alguém não suporta bem Linux, é um trabalho ingrato pra ter as coisas funcionando corretamente.  O Box.com não sincronizava bem via webdavs.  Às vezes só corrompia o arquivo, às vezes não copiava nada e ficava travado.

Entre post daqui e dali desse assunto, sobre abandonar o dropbox em favor do box.com, o amigo Kemel Zaidan me falou do Copy.  Um serviço de storage com mais espaço disponível, 15 GB, e que tinha aplicativo pra Linux.  Ao tentar acessar, descobri que até já tinha me registrado, mas nunca usado efetivamente.  Bastou pedir pra re-enviar a senha pra ter tudo no lugar.

Uma das coisas boas do Copy era a possibilidade de copiar os dados do Dropbox pra ele, diretamente, o que fiz.  Fiz o sincronismo no disco e juntei os dados do UbuntuOne.  E pronto!  Todos os meus storages de cloud num só lugar.  E que funciona tanto no Linux quanto nos meus dispositivos móveis, celular e tablet.

E a segurança?

O Copy é mantido pela empresa Barracuda Networks.  A primeira vista eu achei que era uma empresa ligada aos HDs Barracuda, mas esses eram uma linha de HDs da Seagate.  E só.  Barracuda Networks é uma outra empresa, localizada no vale do silício, que tem soluções para redes.  Entre essas, tem o storage.

Vale do silício?  Sim.  Então significa que não deve estar muito longe da xeretagem da NSA.  Continua não sendo um meio confiável pra informações confidenciais, o que continua não sendo meu caso.  Em geral armazeno scripts pra evitar fazer rsync pra todo lado, e documentos em pdf. 

Outro ponto negativo é que tem aplicativo pra Linux, mas não necessariamente com código aberto.  É possível baixar e instalar, mas não verificar o que está fazendo exatamente.  É instalar um binário e rezar pra não ter código malicioso ali.  Eu não rodo como root, mas não significa que não tenha acesso aos meus dados importantes de usuário.

Mas de acordo com Snowden, o melhor seria usar o SpiderOak?

Sim  Com certeza.  Mas eles só fornecem 2 GB gratuitos.

Como meus dados não são lá muito secretos, eu prefiro no momento um sistema que é suscetível à NSA, mas se eu fosse armazenar dados confidenciais, com certeza escolheria outra opção.

Entenda que "sigilo" não é "confidencialidade".  É como seus dados bancários: a informação é sigilosa, que só você e o banco podem ver.  Mas não é criptografada.  Quem tiver permissão de acesso às contas, pode ver seu saldo, seus gastos, histórico de gastos, etc.  É mais ou menos o que acontece com seus dados em empresas como a Copy: meus dados estão lá e são sigilosos, mas não estão criptografados pros sistemas da empresa.  Então eventualmente podem ser buscados com um "grep" pra achar informações.

Não gosta que ninguém olhe seus arquivos?  É um ponto justo.  E nesse caso o melhor é usar os serviços do SpideOak ou mesmo instalar seu próprio cloud com owncloud.

Copy ou Mega?

Mega tem a vantagem de oferecer 50 GB de espaço.  É de longe o maior espaço disponível.  E diz manter a confidencialidade e o sigilo dos dados armazenados.  Parece legal, mas até agora não tem aplicativo cliente pra Linux, e eu não quero um storage em cloud onde meus dados fiquem somente lá.  Quero um replicação de dados. Ainda mais que Kim Dotcom, o dono do Mega, está no foco do FBI.  A qualquer momento pode ter seu site fechado novamente.

Com isso, nesse momento, eu estou preferindo o Copy.  Mas é um mundo de Internet.  Amanhã posso usar outra coisa.

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Adicionando certificado ssl gratuitamente no seu servidor web

Written by Helio Loureiro on .

StartSSLFinalmente criei vergonha na cara e criei um certificado pra usar https no site.  Não que eu não usasse criptografia antes, mas era um certificado auto-assinado com aquele "SnakeOil".  Motivo?  Simplesmente uso conexão segura pra postar no site, e mais nada.

E os usuários?  Bom... eu não tenho um "grande" site com muito tráfego.  Acho que ninguém vai se sentir ofendido pelo fato de não ser possível acessar o conteúdo via https.  Aliás, até é mas vi que várias coisas no Joomla estão apontando pra http ao usar https.  Um dia eu devo arrumar isso.  Ou mudar o tema pra algum que tenha isso corrigido.

Mas o importante de ter um certificado ssl pro meu https é que consegui um assinado.  E gratuitamente.  A autoridade certificadora startssl fornece gratuitamente certificados de nível 1.  São os mais simples, mas pra quem quer algo gratuito, vale a pena.

O melhor é que bastou seguir uma receita de bolo que o pessoal da DigitalOcean fez:

https://www.digitalocean.com/community/tutorials/how-to-set-up-apache-with-a-free-signed-ssl-certificate-on-a-vps

Rápido, fácil e funcional.  Quem ainda não tiver um certificado assinado, vale a pena tanto por ser gratuito quanto pelo aprendizado.

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Sessão de perguntas e resposta com Linus Torvalds na DebConf 14

Written by Helio Loureiro on .

Acho o Linus Torvalds genial.  Não que seja um cara  que criou um kernel, mas é um cara que criou um sistema de crontrole de versão de software, o GIT, em 2 semanas.  Ou seja, ele é genial.

E ele apareceu na DebConf 14, que ocorreu faz poucas semanas, em Portland, EUA, pra falar um pouco.  Foi uma sessão de perguntas e respostas.

O que esperar de alguém que criou o kernel de um sistema operacional?  Perguntas técnicas de altíssimo nível?  Um semi-deus falando?  Escovação de bits?

Pois o grupo de desenvolvedores de Debian (ou seria "empacotadores") mostrou que não.  De perguntas técnicas a perguntas idiotas.  Sim, idiotas.  Debian é um projeto de distro aberta.  Isso não significa uma supremacia em inteligência.  Tem muita gente que se preocupa com "comunidade", com o Linus chamando de idiota alguém que mereça.  

Mas vamos falar um pouco sobre tudo que foi dito durante a DebConf 14.  Claro que não na ordem em que foi apresentado, mas na que me lembro (não, não vou ficar vendo o vídeo novamente e escrevendo notas sobre o mesmo pra descrever aqui.  Deal with it).

Systemd

Linus foi perguntado e responde sobre o famigerado "systemd".  É bom?  É ruim?  Eu concordo muito com ele, que é uma grande inovação.  Endereçou vários aspectos que eram deficitários no Unix por mostivos históricos de design.  É melhor?  Essa é a grande pergunta.  Essa inovação trouxe junto uma complexadade que quebrou com o velho e bom KISS (Keep It Simple Stupid).  Mas sempre existe o dilema do "manter o velho" ou "quebrar tudo e ir pro novo".  No momento, é algo interessante, que parece promissor, mas ainda falta muita coisa pra melhorar, como um tempo de resposta menor na lista de bugtrack.

Eu pessoalmente não estou convencido da melhoria do systemd.  Boot mais rápido?  Meu laptop reboota com um kernel novo, sincronizado via git, a cada 30-45 dias.  Boot rápido realmente não importa pra mim nesse caso.

Linus usa Debian?

Esse foi um ponto interessante, pois ele deixou claro que não usa, nem pretende usar.  Não que Debian seja bom ou ruim pra ele, mas ele basicamente usa um sistema de desenvolvimento de kernel.  Isso significa um sistema que depois da instalação esteja pronto pra seu uso, sem muita firula, nem ambientes gráficos dos melhores.  Apenas gcc e kernel.  Uma coisa que o incomoda é o fato de precisar gerar um pacote DEB pra ter o kernel em seu lugra pra testar (provavelmente se referindo ao kernel-package).  Para ele, uma distro tem de prover um sistema rápido para usar "make; make install" e poder testar.

Faz anos que não uso "make; make install" pra instalar o kernel.  Sempre uso o kernel-package pela facilidade de ter um pacote pronto e gerenciável.  Então não sei nem o que dizer sobre essa reclamação do Linus.  Claro que o uso dele é bem específico.

Linux no desktop

Linus disse que ainda sonha com a dominação do Linux no Desktop, assim como já domina os ambientes de servidor e de mobile.  Mas que nesse ponto não depende do kernel, mas das distros.  Elas que preparam o sistema pros usuários.  E disse que os exemplos que ele enxerga com futuro nessa linha são os chrome books (chrome OS) e... Ubuntu.  Qual usuários ele se refere?  Ele deixa claro que não os usuários como nós, que já usam Linux, mas os iniciantes como crianças, idosos, etc, ou seja, pessoas que não são da área de TI.  Esse são o foco que as distros têm de ter pra conseguir dominar o Linux no desktop.

Outro ponto que comentou foi em relação à steam, que a mesma está trazendo um visão de Linux desktop para os usuários.  Infelizmente isso exige que ela distribua grandes pedaços de binários (linkados estaticamente) por conta da grande variedade de distros, cada uma com sua visão de sistema.  Essa diversidade, por ser um ponto forte por um lado, é um ponto fraco no ponto de distribuição de binários diretamente pros usuários.

GPLv2 vs GPLv3

Nesse ponto ele comenta que decidiu não ir pelo caminho da GPLv3 pelo fato dela "exigir" a liberdade de quem usa o código.  A GPLv2 permite uma troca de liberdades: eu permite que use meu código, se o melhorar, peço que devolva essa melhoria.  Então a GPLv2, ao seu ver, é muito mais flexível e perto de uma licença BSD de uso.  Já a GPLv3 exige que ao usar um código livre, o mesmo seja disponibilizado.  Esse pequeno argumento muda o conceito de trocas, que tanto Linus preza.  Então preferiu manter com a GPLv2 mas foi enfático em dizer que a GPLv3 não é ruim, mas não se adequa ao que ele quer pro kernel Linux como modelo de desenvolvimento.

Houve uma certa reclamação quanto a FSF e a forma que mudou a GPLv2 pra GPLv3, mas eu acho melhor deixar essa parte da discussão as puritas dos assuntos de liberdade.  Por enquanto sigo a recomendação do Linus que disse que se quer falar de liberdade, melhor a EFF que a FSF.

 Atitude do Linus numa comunidade

É conhecido o fato do Linus Torvalds ter uma certa aversão a aparecer em público.  O motivo?  Ele não é uma das melhores pessoas do mundo.  Não luta contra fome ou coisas do tipo.  É um geek, um nerd, e como tal, tem seus momentos de explosão temperamental.  Infelizmente esses momentos ficam gravados em listas e mails.  Quando estão pessoalmente com ele, muitas das pessoas da audiência o julgam por seu comportamento, esperando dele algum tipo de de atitude mais "magnânima", mais em "pról da comunidade".  Mas somos todos humanos, demasiados humanos, já dizia Nietzche.

Na DebConf, que não tem uma comunidade especificamente técnica, mas alguns desses goiabas que gostam do assunto político ao invés do técnico, então isso não fugiu do roteiro.  Como sempre, um tipo de "saia justa" pra ele, que se saiu muito bem (ao meu ver) com um "respeito não é algo que se ganha, mas que se conquista".  E isso é especialmente quando alguém tenta mexer no kernel que ele criou.

Outras assuntos

Linus comentou sobre outras coisas, como SELinux, que usa um framework de segurança no kernel (e que de acordo com ele torna tudo mais lento), mas o melhor é assistir ao vídeo.

http://meetings-archive.debian.net/Public/debian-meetings/2014/debconf14/webm/QA_with_Linus_Torvalds.webm

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