O cozinheiro de bits

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Debian Jessie está demorando? Saiba como ajudar.

Written by Helio Loureiro on .

Não é de hoje que os releases do Debian não saem nas datas esperadas.  O Debian evita ter uma data certa, como faz o Ubuntu, por focar na qualidade: enquanto não estiver com todos os bugs corrigidos, não há o lançamento da versão.

Mas em tempos de 140 caractéres, é difícil conter a ansiedade em esperar.  Muitos já estão migrando pra nova versão que virá, a Jessie, mesmo essa estando em estágio de "desenvolvimento" ainda.

Mas você pode ajudar a resolver os problemas.  Foi lançado um mail pra informar o estado atual do desenvolvimento.  São 55 bugs ainda abertos que precisam de correção.

Status of Jessie release

Se quiser contribuir, basta ajudar a resolver esses bugs, e enviar suas correções/comentários pro time (ou pessoa) responsável.

O lançamento da próxima versão do Debian pode estar em suas mãos.

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Vírus em Linux

Written by Helio Loureiro on .

Vírus em LinuxTem sido bastante difícil pra mim manter meu site atualizado, e não estou conseguindo manter meu ritmo de ao menos 1 post por semana.  Sinal de trabalho duro em outras coisas.

Estava pra comentar sobre esse assunto espinhoso, dos vírus pra Linux, faz um certo tempo.  Ao menos desde o início do ano.  Mas... enfim consegui um momento livre pra eu poder fazer isso.

A pergunta que surge de tempos em tempos é clara: EXISTEM VÍRUS PRA LINUX?

As respostas variam.  Defensores de Windows dizem que com toda certeza existem.  Mostram receitas esotéricas sobre como isso é possível e sempre voltam com a famosa frase "nenhum sistema é infalível", ou algo parecido com isso.

Os defensores de Linux, eu me incluo nesse grupo, dizem que é impossível.  Linux não é Windows.  Não foi feito sobre a mesma plataforma furada da Microsoft, que é cheia de buracos, e até provavelmente com alguns toques da NSA pra ajudar.  Se o usuário do Linux tem algum problema, o motivo é que não sabe atualizar sua distro.

Mas isso não explica a quantidade de problemas que têm aparecido sobre malwares em plataformas Linux, inclusive Android.

 

O problema é o windows.  Não que o windows tenha criado uma geração de vírus, mas o windows cunhou fortemente o conceito errado de que tudo é vírus.  Todo problema, malware, tudo é vírus.  E também foi graças ao windows que o conceito "se não funcionar, reinstala, se está lento, reinstala, e se quer mudar o wm, reinstala" se fortaleceu.  Isso se faz bem claro nos usuários que, pra trocar o Unity no Ubuntu, reinstalam o sistema inteiro.  Em geral com alguma refisefuqui.

Vírus é um pedaço de código que altera binários ou arquivos, e que se executa cada vez que esse programa é chamado ou aberto, no caso de arquivos.

Claramente isso não é possível no Linux por um simples motivo: quem executa o programa é o usuário e quem é o "dono" do binário é em geral o root.

Mas os problemas existem.  E muitos.  Existem os usuários que teimam em trabalhar como root no sistema, pra "facilitar as coisas".  Em geral os mesmos que reinstalam os sistema inteiro pra apenas trocar o wm (window manager).  Existem também os "programas de terceiros", como o plugin flashplayer, que não recebem as devidas atualizações de segurança.  Felizmente esses "programas de terceiros" não causam danos ao sistema como um todo, mas infelizmente podem fazer estrago o suficiente com o usuário, como permitir que suas credenciais de banco sejam roubadas.  Basta ver os recentes problemas do Java da Oracle.  Recentes?  Melhor dizer "contínuos".

E dá pra viver sem esses "aplicativos de terceiros"?  Até dá, mas não é muito fácil.  Alternativas existem, como pepperflashplugin ao invés do flash da Adobe, não usar acrobat reader ou seu plugin, mas os modos nativos do Firefox e do Chrome/Chromium pra renderizar pdf, etc.  O problema não são os "aplicativos de terceiros", mas se esses terceiros tratam os usuários de Linux com respeito, atualizando a cada falha encontrada.  Um bom exemplo dessa prática é o "steam", de jogos.

O problema então é o usuário, sempre?

Não.  Novamente o problema vem do windows.  Ou melhor, da idéia de vírus que veio com o uso do windows.  Quando discutimos o conceito de vírus, sempre nos vem a imagem de um desktop.  Daí os argumentos de problemas de segurança no Linux são apenas falta de atualização.  Isso não é verdade.

O outro lado do problema apareceu bem recentemente durante os ataques de DDoS do grupo LizzardSquad contra as redes de jogos PSN e Xbox Live.

Lizard Squad used hacked routers to take down Xbox Live and PlayStation Network

Foram usados roteadores caseiros, desses que usamos pra ter acesso wi-fi as nossas redes dentro de casa.  O artigo não diz, mas acredito que câmeras IPs também foram usadas.  

Esse tipo de problema não é novidade.  Foi discutido durante um dos YSTS, acho que o de 2013 que participei.  fabricantes, em geral na China, criam seus produtos pra rodar Linux, mas não dão nenhuma manutenção.  São sistemas customizados a ponto de ser impossível de rodar uma alternativa como dd-wrt/open-wrt. Esses sistemas rodam kernels Linux muito, mas muito velhos.  Daí que as explorações de vulnerabilidades, não vírus, ficam fáceis.  Nesse ponto temos de dar o braço a torcer pros usuários de windows.  Defender Linux nessas condições é quase como apontar o dedo pras máquinas windows comprometidas que rodam a versão XP.  O agravante é que o usuário se torna refém do fabricante, pois diferente dos computadores, esses sistemas embutidos não permitem que qualquer um atualize como quer, quando quiser, com a distro que mais gostar.

Então da próxima vez que ler sobre "vírus pra Linux", antes de cair na gargalhada, pense nesses roteadores e câmeras IPs.  Pense se esses sistemas rodando um Linux 2.4.20 não pode ter sua segurança facilmente comprometida.  Depois lembre que Windows, até hoje, pode ser comprometido acessando uma página web.  Foi corrigido?  Espere algumas semanas que sempre aparece de novo.

Ah... o windows...

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Uma análise do meu 2014

Written by Helio Loureiro on .

Em geral as análises do ano que se vai acontece na semana logo após o Natal, lá pelo dia 27 ou 28 de dezembro.  Mas como minha árvore de Natal continua imponente na sala, mostrando que o Natal só termina quando acaba, o que deve ocorrer lá pra março pelos meus cálculos, acho que ainda estou em tempo de publicar como foi o ano do site durante 2014.

Como todo ano, tive uns altos e baixos no tráfego.  Não foi um outage, mas eu que mudei o template do site e esqueci de carregar e ativar o módulo de estatísticas, que faço com o j4age que já publiquei sobre no post j4age, a evolução do joomlastats.  Mas é possível ver que a média de acessos é por volta de 100 views/dia, o que está bom demais pra um site que não recorre à publicidade paga pra aparecer mais.

Sistemas operacionais

Windows continua firme e forte na primeira posição, mesmo eu não escrevendo absolutamente nada sobre ele.  Mas apesar disso, acredito que são pessoas conscientes de seus erros e que pensam em mudar logo.  Assim espero.

Surpresa foi o MacOSX figurar na segunda posição.  Esse é um novo fenômeno.

E Linux surgindo na contagem com 10% dos acessos, mais o Ubuntu, com 7,5%.  Com isso já são quase 20% dos acessos a partir de Linux, ou melhor GNU/Linux, pois existem mais os acessos a partir de Android, que são Linux mas não são GNU.

E Nokia.  Com mais acesso que FreeBSDs.  Nokia.  Essa foi uma supresa.

Navegadores

Agora a estatística de acesso de navegadores ficou melhor, colocando todos os Firefox em uma só categoria.  A tendência que já tinha visto em 2013, do Chrome despontando, se mostra clara.  Internet Explorer despencou pra 3º posição, que ainda acho muito.

Páginas mais acessadas

Sem muitas surpresas.  Uma vez que muitos links direcionam pro site, os mais acessados são sempre links da página principal.  Dá pra ver que existe uma certa procura por assuntos técnicos, principalmente python, e algum interesse por assuntos com mais opinião que informação.  E o bom e velho #XGH.

Uma coisa que ainda domina bastante os tráfegos é informação sobre hardware antigo, mais precisamente o post que fiz sobre o uso de FreeBSD num compaq que eu tinha.  Artigo de 2006 ou 2007.  E continua tendo acessos.

Referências de links

Notadamente o tráfego pro meu site vem de pesquisas diretas do Google.  Então o que seria de mim sem o Google?  Não posso reclamar.

Planos pra 2015

Esse é o ano que já começo numa vida nova, morando fora do Brasil. Tenho tido muito mais contato com a área de desenvolvimento e Linux que qualquer outro momento de minha vida.  E espero ter tempo pra escrever por aqui.  Mas... ao mesmo tempo que tecnicamente estou mais próximo do que gosto, também tenho mais desafios.  Tenho cuidado de palestras internas e desenvolvimento de Linux como desktop na empresa.  Infelizmente coisa que não tem como eu divulgar muito já que é inerente ao trabalho, mas que posso o conhecimento usar pra escrever por aqui.

E agora estou me aventurando bastante com raspberrypi.  Logo devo incluir alguns scripts e dicas de uso do mesmo.  Esse deve ser o ano de 2015, que pelas estatísticas de acesso não deve ser ainda o ano do Linux.  Ainda.

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Filtrando em SQL pelo tamanho da contagem

Written by Helio Loureiro on .

A Priscila (@MayogaX) foi uma das pessoas que reclamou que eu tinha uma seção aqui sobre bancos de dados, mas nada escrito.  Acho que finalmente chegou o momento de ter alguma coisa ;-)

Mantenho o maravilhoso e ultra moderno encurtador eri.cx, que agora passou a sofrer ataques constantes.  Chato?  É, mas ataque na Internet já virou lugar comum.  Então temos de estar preparados.  Sempre.  O foco só mudou, pois antes esse tipo de ataque vinha por mail, com os SPAMs.

Entre os muitos scripts que tenho, tem um que verifica por alguns padrões de palavras como "cialis", "tramadol", "xanax" e "taladafil".  Não tenho idéia do que sejam.  Aliás o "xanax" dá uma certa idéia.

O que me faz pensar que esses links não são legítimos?  Perfil de tráfego.  São links que o número de cliques aumenta muito rápido.  Com isso eu tenho uns scripts que fazem algumas verificações, inclusive com palavras chaves como essas.  Se o link entra nesse perfil, eu removo pra uma tabela chamada "quarantine", salvando exatamente o formato de entrada.  Em seguida eu troco pro meu próprio site.  É uma propaganda subversiva, mas é mais legítimo que permitir que as pessoas caiam nesse truques.

Hoje eu resolvi dar uma olhada nos ataques, aliás nos logs dos ataques, e procurar um perfil.  Então eu precisava pegar os IPs e procurar um padrão.  Basicamente pegar via SQL os IPs, e fazer um count() na quantidade de vezes que apareciam e apenas mostrar aqueles que um padrão acima do normal.

O resultado foi esse aqui:

mysql> select ip, count(ip) as ip_count from quarantine group by ip having count(ip) > 10 order by count(ip) desc;
+---------------+----------+
| ip            | ip_count |
+---------------+----------+
| 173.44.37.250 |      168 |
| 96.47.224.50  |      139 |
| 173.44.37.226 |      136 |
| 173.44.37.242 |      121 |
| 96.47.224.42  |      118 |
| 96.47.225.82  |      117 |
| 173.44.37.234 |      115 |
| 96.47.225.74  |      112 |
| 96.47.225.66  |      110 |
| 96.47.224.58  |      100 |
| 213.5.66.88   |       89 |
| 96.47.225.162 |       71 |
| 96.47.225.170 |       69 |
| 96.47.225.186 |       69 |
| 96.47.225.178 |       67 |
+---------------+----------+
15 rows in set (0.01 sec)

Com isso foi fácil ver um padrão claro de ataque de apenas alguns ranges IPs.  Bastou uma pequena adição ao iptables pra acabar com a farra.

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Swapless Linux

Written by Helio Loureiro on .

Começando 2015, todos se lembram de como foi 2014.  Então resolvi escrever com um artigo sobre memória :)

Durante umas das discussões no grupo SOSLinux, alguém postou que já não usava Linux com swap fazia um tempo.  Nos meus velhos conceitos Unix adquiridos no século passado isso era algo inconcebível.  Uma heresia.  Um motivo pra receber um belo dum RTFM.

Esse é o problema de ter "aquela mesma velha opinião formada sobre tudo", como dizia Raul Seixas.  As coisas mudam.  Os sistemas evoluem.  Aquela recomendação de sempre se ter swap, e com fórmulas mágicas sobre seu tamanho, são coisas do passado, de uma era em que Linux era pra servidores e desktops.  Agora Linux está em todo lugar.  Na minha TV, no meu telefone, no meu tablet, e vai saber mais onde.  Talvez já esteja até no meu café e eu ainda não saiba.

Mas o fato é que naquela época a idéia era que as máquinas seriam cada vez maiores, mais potentes, mais gigantes, mais mais, muito mais.  Na verdade até são.  Mas aconteceu um fato interessante: o cloud.  Esse conceito permitiu uma forma de computação mais distribuída, com vários pequenos computadores ao invés de somente um maior.  E esse conceito foi se espalhando.  Se pensarmos hoje em dia nos celulares, eles são uma extensão computacional de algo que roda num datacenter.  Temos uma parte do aplicativo rodando localmente, e outra parte na nuvem.

Nesse novo paradigma, não é preciso tanto swap quanto antes.  Meu laptop tem 8 GB de RAM (tinha 12 GB com um pente extra de 4 GB que comprei no Dealextreme, mas o danado teima em dar problema de acesso e travar), mais que suficiente pra muita coisa.

Então resolvi experimentar.

Desabilitei o swap (swapoff /dev/mapper/vg-swap) e comentar a linha que o habilitava durante o boot no /etc/fstab.  E funcionou.  Mas bastou abrir chrome, firefox, thunderbird e eclipse pra coisa ficar feia (claro que a culpa é do java).

root@elx3030vlm-78:vm# head -16 /proc/meminfo 
MemTotal:        7926776 kB
MemFree:          218640 kB
MemAvailable:     889676 kB
Buffers:           57568 kB
Cached:           750036 kB
SwapCached:            0 kB
Active:          6672176 kB
Inactive:         404504 kB
Active(anon):    6282356 kB
Inactive(anon):    55548 kB
Active(file):     389820 kB
Inactive(file):   348956 kB
Unevictable:       65852 kB
Mlocked:           65852 kB
SwapTotal:             0 kB
SwapFree:              0 kB

Quando chega próximo do limite de memória, eu simplesmente tenho de aguardar o kernel decidir matar alguma coisa pra eu conseguir mandar um comando.  Até fiz um vídeo pra mostrar a situação.


http://www.youtube.com/v/ga8lG2xE7wc

Nessas ocasiões a carga do sistema vai às alturas, provavelmente por troca de contexto de processos no kernel, tentando achar memória onde não tem.

Quando isso acontece, uma mudança do ambiente gráfico pro console e um reinicio do mesmo resolve.  Mas é chato.

Esses são os load averages que consegui enquanto gerava o vídeo acima:

 12:51:51 up 21:12,  6 users,  load average: 36.61, 59.21, 75.31
 13:01:24 up 21:21,  6 users,  load average: 57.21, 51.78, 61.71
 13:29:59 up 21:50,  6 users,  load average: 110.99, 122.08, 107.70

Então melhor com swap?  Não é tanto assim.  O sistema evoluiu, mas o problema de gerenciamento de memória é coisa do Linux.  Com swap esse tipo de problema também acontece, só demora mais.  Eu já tinha visto isso justamente com criação de vídeo no kdenlive.  Tinha um bug no melt, possivelmente um memory leak, que ia consumindo toda a memória.  Travava?  Não, mas tinha de aguardar o kernel matar o melt pra conseguir voltar.  Isso levava de 4 a 6 horas.  Usando somente RAM acontece o mesmo, mas é mais rápido, por volta de 20 ou 30 minutos.

Eu tentei achar alguma referência de tunning pra ajudar.

Memory Management Approach for Swapless Embedded Systems

When Linux Runs Out of Memory

http://linux-mm.org/LinuxMMDocumentation

O problema é que a maioria das informações são antigas.  No kernel que estou usando, 3.17.7, não tem esses parâmetros.  Mas eu tentei melhorar a responsividades alterando algumas coisas:

vm.laptop-mode = 1
vm.memory_failure_early_kill = 1
vm.memory_failure_recovery = 1

O resultado foi bastante satisfatório e agora o sistema tem estado mais responsivo durante alta carga que exige alocação de memória.  E com mensagens interessantes vindas do kernel.

Out of memory: Kill process 24223 (chromium-browse) score 332 or sacrifice child
Killed process 24223 (chromium-browse) total-vm:1360048kB, anon-rss:242548kB, file-rss:15632kB

Gosto de um sistema que exige sacrifícios.

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Twitter is dead!

Written by Helio Loureiro on .

Acho que agora o tão falado fim da rede social que revolucionou a comunicação na Internet chegou.  Não digo em relação à investimentos, interface web ou mudança de tráfego.  Falo de código.

Recentemente eu ministrei mais um coding dojo.  O assunto escolhido foi... Twitter!  Twitter e python.  O motivo era simplicidade de ambos.  Fácil fazer, rápido pra colocar em produção e testar.

Até preparei meu curso de python twitter pra inglês:

http://prezi.com/phgt99r0-3fx/?utm_campaign=share&utm_medium=copy&rc=ex0share

Palestra pronto, público pronto, então foi hora de bota a mão na massa.  Pra não começar com algo enfadonho, aproveitei o intervalo de almoço pra criar uma conta na rede do twitter, pra justamente fazer a aplicação e brincar.  A conta foi criada sem problemas, mas na hora de criar a aplicação e mudar a permissão de leitura pra escrita...

Uma das coisas que adorava no Twitter era a facildade.  Bastava criar uma conta e usar.  Sem burocracia.  Então começaram com confirmação de e-mail.  Até aí era tranquilo.  Criava um mail a mais em um dos meus domínios de Internet e continuava em frente.

Mas agora é preciso cadastrar telefone.  Um número pra receber... SMS de confirmação?  Até entendo a parte de aumentar a segurança pro usuário com autenticação em 2 passos, mas... complicou.  Não tenho várias linhas de prépago pra ficar cadastrando a cada novo usuário que eu criar pra dar um curso ou coding dojo.

Sim... pra mim isso significa o começo do fim.  Não são os números, não são os investidores, não é o mercado.  É o uso.  É o hacking.  Esse era o diferencial para mim.

Minhas outras aplicações mais antigas ainda funcionam.  Ainda.  Mas não sei por quanto tempo.  Posso simplesmente cadastrar meu celular?  Até poderia, mas não tenho tanto interesse assim que o Twitter ou qualquer outra rede saiba meu celular.  

Então é isso... continuarei usando mas... não tanto.  Nem pra cursos.  Nem pra coding dojos.

É hora de mudar pra outra rede.

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Debian consultant

Written by Helio Loureiro on .

Due my current job, I can't offer anymore Debian professional consultant services.  It could conflict to company interestes.  But I can offer it for free.

So if you are a non-profit organization, like schools, and would like to have a Debian server place in your environment, I can give you certain services and/or directions.

Services that I can help you are:

  • Security
    • Firewall configuration.
    • IPS/IDS.
    • System audity.
  • Servers
    • Web Apache.
    • Mail with sendmail or postfix.
    • PBX IP with Asterisk.
    • SAMBA server (windows domain authentication, etc).
  • Monitoring
    • Zabbix.
    • Nagios.
    • Munin.
  • CMS (Content Management Systems)
    • Wordpress.
    • Joomla
  • Networking
    • DHCP.
    • BGP/OSPF/RIP routing via quagga. 

Do you need them?  Or even an install fest?  Or someone to talk about Debian and Linux?  Then just drop me a mail.

Mail: helio-arroba-loureiro-ponto-eng-ponto-br
Twitter: @helioloureiro
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Apresentando Jenkins no display com raspberrypi

Written by Helio Loureiro on .

No nosso ambiente de desenvolvimento utilizamos Jenkins pra Continuous Integration, ou seja, a cada "commit" de código, compilar e testar a versão de uma forma automatizada.  Cada um pode conectar no servidor Jenkins e visualizar o status do build, mas deixamos um display aberto para que todos possam ver como as coisas andam (e não deixar um release quebrado parado pra sempre).

Nada melhor que usar um raspberrypi pra essa atividade, já que é um dispositivo pequeno e com baixo consumo de energia.  Aliás é o treco pendurando pra baixo da TV.  O único incoveniente é que pra mostrar mais de um servidor Jenkins, as opções atuais são pra utilizar algum código javascript que faz com que a tela troque de URL.

Essas soluções funcionam muito bem em PCs x86_32 e x86_64, mas em um raspberrypi... as limitações de CPU são grandes.  Como os browsers que suportam isso são chrome/chromium e firefox, o efeito indesejado é essa "lentidão" em renderizar a página, como mostra a imagem.

Outro problema é que seu um dos servidores Jenkins estiver fora do ar, esses javascripts "quebram", não fazendo a transição pra url seguinte.

Pra completar o problema, decidimos mudar de chromium pra epyphany, pois o mesmo usa muito menos memória que o chromium, e menos CPU.  Mas nem tudo é perfeito: o epyphany não suporta script pra trocar entre várias URLs como o chrome.

Durante essas trocas browsers e experimentos, troquei umas mensagens com o Gustavo Noronha, vulgo Kov, que é um dos mantenedores do epyphany, perguntando sobre as possibilidades do mesmo.  Ele disse que epyphany não suportava esse tipo de plugin, mas que eu poderia escrever minha própria aplicação em webkit.  Então...

Demorou.  Acho que trocamos essas mensagens, via twitter, lá pro meio de outubro.  Já é quase Natal.  Mas finalmente escrevi alguma coisa.

Comecei com um pequeno script baseado num código em C++ com Qt:

#include 
#include 
 
 
int main(int argc, char **argv){
  QApplication app(argc, argv);
  QWebView wv;
  QWebPage *page = wv.page();
  QWebSettings *settings = page->settings();
  settings->setAttribute(QWebSettings::JavascriptEnabled, true);
  settings->setAttribute(QWebSettings::PluginsEnabled, true);
  wv.load(QUrl("http://www.youtube.com"));
  wv.show();
  return app.exec();

Acabei trocando o script simples pra uma classe em python, e usando threads.  O que era simples ficou um pouco mais... vamos chamar de "refinado".  Mas está funcionando.  E com menos memória e CPU, que era o objetivo inicial.

Quem quiser dar uma brincada ou mesmo usar, o código está disponível no GitHub:

https://github.com/helioloureiro/raspresenterpy

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