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Software livre pode ser uma vantagem estratégica pra empresas, seja como forma de manter os custos baixos com uso da gratuidade dos programas ou seja como forma de inovação tecnológica pela forma simples e aberta de integrar os software. Mas e no lado pessoal?  Como seguir uma carreira com software livre?

Contarei como foi no meu caso, mas... não recomendo seguir os mesmos passos.  Eu tive sorte de uma questão de momento, que abriu uma enorme oportunidade pra mim.  Atualmente essa mesma condição não existe mais.  Então tente ver a questão de oportunidade aproveitada e só isso.  Como o texto ficou muito longo, resolvi quebrar em partes pra abordar o início, e como se desenvolveu em seguida.

 

[AVISO: O RESTANTE DO TEXTO É LONGO E CONTÉM MUITA, MUITA, MAS MUITA NOSTALGIA]

 

Eu comecei com software livre na faculdade, UFSC, em 97.  Eu tinha um computador que havia sido sucateado pela família, um 486, mas que era perfeito pros meus trabalhos na faculdade.  Por um acaso muito grande, um raio caiu na rede elétrica e fritou a placa mãe.  O que foi um grande azar na época acabou por se tornar um catalisador do restante da minha vida profissional nos 19 anos seguintes (e contando).

Sem muita opção eu acabei arrumando uma placa mãe de um 386 com 8MB de RAM com um amigo (valeu kibão!).  Sem coprocessador numérico.  A máquina era uma carroça e o tal do Windows 95 travava o tempo todo.  Naquela época a vida era um inferno.

E nesse inferno por coincidência eu iniciei uma matéria optativa: Unix.  Achei muito legal o sistema e descobri que tinha uma variação dele que rodava no meu cambaleante 386:  era um RedHat.  Acho que 4.  Dois CDs de instalação da Cheap&Bytes.

 

De início não funcionava.  Eu não conseguia instalar, mas o tal de Slackware, em disquetes funcionava.  Levei 1 mês pra desvendar o problema que era o cdrom conectado na placa de som e que exigia um parâmetro extra no RedHat após o boot.  Mas esse mês de insistência me ajudou a aprender o caminho unix de se fazer as coisas: leia as manpages!

Eu passava horas e horas nos laboratórios da faculdade lendo howtos e manpages na Internet.  Documentação existia, mas não era fácil mandar um "como faz isso aqui" pra alguém responder.  Existia a lista de discussão linux-br, mas perguntar algo que estava facilmente disponível em documentação era pedir pra ser chicoteado em praça pública.  A caminhada da vergonha de Sersei em game of thrones é muito menos humilhante pra ter idéia de como era.  Mas nesse ambiente hostil, onde só os mais fortes sobreviviam, eu consegui permanecer.  E instalar o tal RedHat.

Era um prazer imensurável ter aquele ambiente OpenWin igual do Solaris da faculdade rodando em casa.  E tinha spice (um programa de simulação de circuitos elétricos - coisa de quem faz engenharia elétrica)!  Não exatamente aquele todo gráfico e bonitinho da faculdade, mas um todo em texto.  O importante era que funcionava.  E depois de ter aprendido a usar o editor vi, entre muitas lágrimas de revolta e me perguntando como alguém poderia ter criado aquilo, o spice era moleza.

 

Mas não tinha editor de textos WYSIWYG (What You See Is What You Get - o que você vê é o que você quer).  Não tão simples quanto o Microsoft word.  Essa limitação me levou rapidamente a aprender e usar latex.  Textos muito mais elegantes num "vi" de distância de você.  A bem da verdade eu usava emacs pra isso.

Não demorou muito e tudo aquilo virou minha paixão.  Escolhi uma distro pra viver a minha vida com o mesmo amor com que se escolhe um time de futebol. Era torcida pura e simples.  Flameware de formatos de pacotes, escrever textos e documentação sobre tudo o que fazia e participar de encontros.  Foi assim que acabei indo pro primeiro FISL e conhecendo essas figuras que depois fizeram e até hoje fazem parte da minha vida profissional e até mesmo pessoal.

 

Nessa época meu sonho era ser sysadmin.  Mas não sysadmin de Linux.  Eu queria ser daqueles sysadmins que eram mitos.  Um quase Denis Ritchie.  Só não podia ser trabalho com Windows.  No máximo uma configuração de servidor samba.

Então nesse pique quase que obssessivo por me torna um sysadmin, eu comecei a fazer consultorias em Unix.  Alguns eram implementação de firewall, que eu já dominava com certa facilidade, outras eram pra instalar uma solução completa de servidor web, mail e dns.  Fiz vários updates de servidores SCO pra Linux ou FreeBSD, que virou minha outra paixão nessa época  (um TRUE Unix se comparado com Linux, que vinha do Minix - meu pensamento na época). 

Toda essa introdução de como comecei com Linux é somente pra ilustrar de como eu não tinha a menor idéia do que estava fazendo.  Não sei se outros da mesma geração como Eduardo Maçan, Nelson Murilo e Klaus Stedding-Jenssen sabiam.  Sem modéstia nenhuma, esses caras eram monstros em Unix.  Eu achava divertido, mas não entendia nada de Unix, programação, redes de computadores ou mesmo segurança.  Só me achava o máximo por rodar um Unix em casa igual ao da faculdade.  Lutar pela liberdade?  A luta era sair do Windows.  Essa era a luta pra mim.  E ter um computador funcional num 386 de 8 MB de RAM sem coprocessador numérico.  Essa era liberdade que eu queria.

Com o caminho de sysadmin escolhido, mergulhei em livros e estudei muito.  Quase abandonei a faculdade de engenharia elétrica pra tentar seguir só como sysadmin.  Nesse ponto o fato de morar em Florianópolis ajudou bastante pois era difícil encontrar emprego na área.  Então acabei levando a faculdade até o fim.  Do contrário teria tomado a decisão errada de parar os estudos.

Ao terminar a faculdade, e tentando viver como sysadmin, consegui alguns trabalhos em provedores locais que usavam Linux.  Tive inclusive a oportunidade de trabalhar com máquinas FreeBSD.  Mas a quantidade de trabalho não era tão grande assim, nem pagava tão bem.  Então eu mantinha uma bolsa de trabalho na faculdade também.

Com os "freelas" aparecendo, consegui uma oportunidade pra cobrir um colega numa empresa de treinamentos.  Esse foi meu início como instrutor de cursos de Linux, segurança e logo depois de cabeamento estruturado.  Eu entendia de Linux, mas segurança e cabeamento... então tive de buscar apostilas e livros e estudar.  Pra cabeamento estruturado até mesmo uma certificação Furukawa eu tive de fazer.

Mas esse estudo e empenho trouxeram frutos.  Logo começaram a aparecer projetos maiores e mais interessantes, com empresas grandes.  Eu me associei à empresa de treinamentos e conseguimos uma parceria pra representar a Conectiva, empresa brasileira de sistema GNU/Linux, no estado de Santa Catarina.  Com a boa quantidade de trabalho, acabei abandonando a bolsa da faculdade pra me dedicar ao que eu gostava, que era ser um sysadmin profissional, instalando e configurando servidores, firewalls, IDSs, etc.

Mas logo eu comecei a sentir as limitações regionais.  Muitos dos trabalhos exigiam não somente meu mundinho sysadmin, mas uma integração total de sistemas em rede, ou seja, conhecer melhor roteadores e switches.  As opções de aprendizado eram complicadas pela falta de equipamento, que na época era muito cara.  Com isso eu tomei a decisão de buscar emprego numa empresa maior, onde eu pudesse ter contato com esse tipo de equipamento e tecnologia.

E assim eu consegui um trabalho em São Paulo, na empresa onde trabalho até hoje.  Essa parte em diante, deixo pra contar no próximo post :)

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Abrimos uma pesquisa pra saber se as pessoas gostariam de um hangout falando sobre free software e open source, história, movimentos e polêmicas.  O "sim" ganhou uma larga margem, então fizemos o último programa do canal "Unix Load On" sobre isso.

Não sei se foi abordado tudo o que deveria ser falado, mas tenho certeza que a discussão longa, interminável e improdutiva sobre o asssunto também continuará.  Infelizmente.

Então aproveitem.

 

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Ultimamente andei bastante ocupado e com pouco tempo pra escrever por aqui.  Parte disso por conta de ser parte da organização da PyConSe (Python Conference Sweden) e o evento aconteceu logo agora em maio.  Então estava bastante ocupado por cuidando de mandar fazer camisetas, adesivos, e fliers, verificar invoices, checar hotel, etc.

Mas o assunto não é a PyConSE, que pretendo descrever num próximo post (estou aguardando a publicação dos vídeos pra fazer isso), e sim um canal que lançamos faz algum tempo, o Unix Load On.

Canal do Unix Load On no Youtube

Temos um grupo no Telegram de pythonzeiros (ou seriamos pythoneiros?) que deixaram o Brasil e moram atualmente na europa.  Inicialmente era um grupo de somente expatriados na europa, mas virou algo mais amplo e geral, com todos que estão fora país.  Como para nós fica difícil participar de hangouts feitos pelos grupos no Brasil, criamos um nosso.  Gravamos quinzenalmente às 10 da noite no horário local (timezone +02:00), o que é atualmente 5 horas da tarde no Brasil (quando Brasil entra em horário de verão e a europa sai, a diferença fica em 3 horas). E falamos por aproximadamente 2 horas, com aqueles 5 minutos técnicos pra "já vai acabar".

Os Hangouts em geral tem pouca participação de pessoas no Brasil pelo horário (é duro competir com happy hour), mas têm bem mais audiência depois.  Comentamos sobre assuntos gerais em tecnologia, mas sempre com uma pitada de python e software livre.  Vamos de política de privacidade a mercado, variando bastante os assuntos e os escopos cobertos.

Recentemente adicionamos ainda uma forma de receber sugestões de assuntos para serem comentados.  Se quiser enviar uma sugestão basta acessar aqui:

Envie sua sugestão aqui

Também temos uma landing page no Facebook, mas serve mais pra coletar comentários e facilitar a publicação dos próximos hangouts por lá.

Unix Load On no Facebook

Se é um ativista de software livre do tipo fanático, não se preocupe da página estar no Facebook pois usamos o Hangout pra fazer os programas e depois publicamos no Youtube.  Então não é mesmo pra você.

Episódios anteriores

Esses são os episódios já gravados.  Se quiser acampanhar ou mesmo participar do próximo, o mesmo será gravado dia 27 de maio.


Episódio alfa


Episódio beta


Episódio RC1


Episódio RC2

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Eu nunca escrevi sobre séries ou filmes por aqui, mas essa série da HBO vale como uma exceção.

É uma comédia que satiriza o ambiente de startups do vale do silício, nos EUA.  Pra quem está pensando em abrir um negócio no modelo de startup, com software livre principalmente, vale a pena assitir.  Vai ter algo especifico de software livre?  Vai ter GNU vs Linux?  Não, não é uma série sobre tecnologia nesse nível.   É sobre o ambiente de competição de startups.  É mais sobre a área de negócios, mas não faltam referências a servidores, cloud, etc.

Como qualquer comédia que se espera, tem um grupo disfuncional que trabalha na startup que é tema da série.  Geeks anti-sociais no bom estilo que precisam trabalhar em grupo mesmo não sabendo nem conversar entre si.  E por aí segue a série, com uma ótima visão de problemas de startup, como o uso de SCRUM por um time que não acredita em agile, mandar tudo pra nuvem sem nem ao menos saber o que é nuvem, prometer algo que não tem prazo pra entregar, e por aí.  E a pressão!  A pressão pra virar uma startup rentável enquanto é dito o mantra "dinheiro não é importante, o importante é ter valor" e não ter dinheiro pra pagar os funcionários.

Mesmo com o tom de comédia traz uma ótima reflexão sobre o insano mundo de startups e a forma bizarra que se tornou tocar o negócio, desde a captação de investidores anjos (não tão anjos assim) quanto a perda de controle da empresa para esses novos donos.

Eu assisti apenas as 2 primeiras temporadas, mas recomendo.  É uma aula de MBA em forma de comédia.

http://www.imdb.com/title/tt2575988/

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O software livre é tido como um movimento social por várias pessoas.  Pelo mesmo motivo muitas outras associam software livre com socialismo ou comunismo, o que já foi desmentido pelo próprio criador do termo software livre: Richard Stallman.

Eu mesmo imaginava que a função social do software livre como a imagem acima, que peguei do projeto de uma colega de trabalho, Eduscope[1].  Era algo que tornaria o mundo melhor e menos desigual, lutando contra as grandes corporações que controlavam o mundo.  Essa última parte era outra forma de dizer "sou contra a Microsoft e tudo que ela representa".

E se foram mais de 10 anos com software livre.  Linux completou 20 anos.  Projeto GNU, 30.  E o mundo?

O mundo não ficou menos desigual.  Pela situação atual da economia americana, eu diria que até ficou muito mais desigual.  O Brasil teve uma melhoria de condição de vida das famílias em geral, olhando num panorama dos últimos 10 anos - e descartando um pouco a crise atual, mas não foi causada pelo software livre.  Enquanto isso as empresas de software livre como RedHat, Canonical e Google se tornaram uma corporação tão grande e poderosa como a própria Microsoft, com os mesmo tipos de problemas que tentávamos combater antes.

Onde está esse lado social?  Cadê???

Pensando sobre isso, comecei a olhar por outro lado: quais são as empresas de sucesso atualmente?  A Forbes lista as principais como sendo:

  1. Apple
  2. Microsoft
  3. Alphabet (Google)
  4. Coca-Cola
  5. IBM
  6. Mc Donald's
  7. Samsung
  8. Toyota
  9. General Eletric
  10. Facebook

Se filtrarmos por empresas de tecnologia somente, o ranking fica assim:

  1. Apple
  2. Microsoft
  3. Alphabet (Google)
  4. IBM
  5. Samsung
  6. Facebook
  7. Amazon
  8. Cisco
  9. Oracle
  10. Intel

Ignorando que a Microsoft disse que "ama o Linux", já que a contribuição dela com software livre é pouca e em geral cobre mais a adaptação ao seu ambiente de cloud, o Azure, todas as demais têm algum envolvimento com software livre.  Seja como parte de sua estratégia de negócios, seja como seus produtos ou serviços (o que volta à estratégia).  Então é possível ver que software livre é um sucesso no mundo dos negócios, mas ainda não tem nenhum lado social.   E no fim empresas cresceram e acabaram virando grandes corporações como anteriormente.

Mas eu pessoalmente acho que surgiu um lado social do software livre que é bem diferente desse de melhoria das condições das populações mais pobrel (continua sendo obrigação do governo) e do fim das grandes corporações.  Vou usar o mercado em que trabalho como exemplo pra isso, o de telecomunicações.

Se observar o mercado de telecom de 20 anos atrás, no surgimento do Linux, esse era um mercado dominado por grandes empresas e padrões rígidos.  Tudo era definido pela ITU-T ou IEEE com custos altíssimos de aquisição de material.  Então existiam poucos interessados - a menos que tivessem muito capital pra entrar nesse mercado - e os equipamentos eram muito caros, o que refletia diretamente nos valores cobrados dos usuários, que tinham basicamente um serviço de voz e nada mais.

Pensando em 10 anos atrás, 2006, esse mercado já tinha sofrido algumas baixas com o surgimento do Skype, que iniciou uma migração sem volta pra serviços de VoIP.  Skype não foi o único responsável por VoIP, mas arruinou boa parte das operadoras que tinham como seu negócio a venda de chamadas internacionais.  Em 2006 voz ainda era o maior gerador de receita das empresas, mas a banda larga já estava gerava uma outra boa parte e mostrava que estava crescendo.  Mas os celulares mais modernos, smartphones, ainda não eram uma realidade próxima pra muita gente.

Olhando esse mesmo mercado hoje em dia, o que aconteceu?  Grandes fornecedores de equipamentos simplesmente faliram, como foi o caso da Nortel.  Outros se juntaram pra poder sobreviver.  Mas a quantidade de fornecedores não aumentou, muito pelo contrário, apenas diminuiu.  De onde veio a concorrência que destruiu seu mercado?  Veio de IT.  Com isso o mercado de telecom se transformou em ICT, Information and Communications Technology, ou Tecnologia da informação e da telecomunicação.  Regras fixas que levavam anos, talvez décadas , pra serem definidas foram trocadas por métodos ágeis e softwares mais leves.  Normas ITU-T foram trocadas por RFCs da IETF.  Empresas que não tinham nenhum conhecimento sobre telecom começaram a tentar esse mercado.  A Apple, uma inovadora nesse sentido, simplesmente quebrou todos os paradigmas de telefonia com o lançamento do iPhone.  Junto veio o Android.  E com isso milhões de programadores começaram a lançar seus apps pra esse mundo novo.   O mundo abraçou dados e IP, e voz, antes o carro chefe de mercado, virou um acessório de pouco uso.

Onde está o lado social e software livre nisso?  Se pensar nesses momentos, de 20 anos atrás, 10 e agora, verá que o custo do uso de telefonia despencou pro usuário, permitindo mais pessoas participarem desse ambiente.  Claro que eu não me refiro a isso como o fator social.  Eu me refiro ao montante de receita, que diminuiu pra fornecedores e operadoras, mas não pro mercado como um todo.  Essa receita foi dividia com novas empresas.

O que pra mim foi o lado totalmente social proporcionado pelo software livre foi o surgimento de startups.  O mercado de telefonia foi totalmente canibalizado por empresas como Skype, Whatsapp, Google Hangout, Facebook Messenger, Viber, Actor, Telegram, etc.  O software livre permitiu que pequenas empresas - algumas viraram gigantes - o usassem como base do seu modelo de negócios e participassem de um mercado que até então era totalmente negado a elas.  Como exemplo, Whatsapp começou como uma pequena empresa com seus servidores baseados em FreeBSD e Erlang, ambos softwares livres.  E todas as startups que existem atualmente se baseiam de um jeito ou de outro em software livre.  Seja como base do seu negócio ou seja como ambiente de desenvolvimento.

E isso não foi só no mercado de telecom.  O mesmo aconteceu com outros mercados, como o Netflix nos faz lembrar.

Então esse é o lado social que o software livre trouxe em todas as áreas.  Se há 10 anos atrás todo mundo só pensava que um emprego bom, com salário razoável, era só vivendo dentro de uma grande corporação, o software livre hoje em dia permite que ele trabalhe de casa pra uma startup que combine com seu modo de vida e seu jeito de pensar, ou mesmo em empreender pra ter sua própria startup.

Software livre ensinou a pescar, e, sim, dividiu o bolo.  Que venha mais software livre.

[1] Pra quem quiser saber mais sobre esse interessante projeto de educação, o site é Eduscope. Mas basicamente foi um experimento de acesso à informação em locais muito pobres, como Paquistão.  Os sistemas rodavam Ubuntu e as pessoas o usam pra auto-aprendizado (continua funcionando).  Criado por uma ex-colega de trabalho como projeto científico de aprendizado.

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