
Como faço em todo começo de ano, ou quase todo uma vez que não fiz isso no ano passado, voltei a jogar Skyrim. E dessa vez como nórdico. Beowulf, pra ficar bem à carácter. Como já descrevi em skyrim, um dos melhores jogos que existem eu gosto de começar pela Thieves Guild pra pegar a skeleton key. Depois vou pra Assassins Brotherhood. E aqui estou eu com meu traje de assassino vindo atrás da informação do "Gourmet".

Eu até comecei a jogar The Outer Worlds, mas achei enfadonho que leva muito tempo carregando a tela e jogar o tempo todo em primeira pessoa é cansativo (não é mesmo sr. CyberPunk 2077?).
Mas não só de Skyrim eu vivo. E como retrospectiva de 2025 eu gostaria de deixar a menção de honra pras pedaladas. Em 2025 eu fiz uma retrospectiva sobre a isso em totais de transporte durante 2024. Lá eu descrevi como fiquei decepcionado por ter chegado mais ou menos em 2000 Km pedalados. Esse ano não foi muito diferente em relação ao Google: não achei o resumo do ano. Teria de entrar mensalmente e pegar manualmente os totais.
Mas em 2025 eu tinha à mão o computador da Garmin. E com ele eu pude realmente acompanhar o quanto pedalei.

Foram 3.339,06 Km na Gravel e 138,65 na MTB. 3.477,71 Km total. Pra minha felicidade, passei dos almejados 3.000 Km.
2025 foi o ano em que pedalamos muito mais. Passamos de ir pro local de destino e voltar de trem a pedalar todo o caminho de volta.

E não só isso: fizemos os trechos várias vezes. Se nos anos anteriores fomos pra Nynäshamn uma vez, em 2025 fomos 4. Uppsala? 3.

Uppsala inclusive foi o recorde de distância no ano passado: 161,14 Km pedalados.

E claro que não foi um ano isento de acidentes. 2 batidas com a bike, sendo uma que eu voei por cima dela ao bater numa grade (que não vi), e a outra uma virada pra esquerda sem avisar com antecedência. Arranhões, torções, roupas rasgadas e uns pontos roxos mas no fim sobrevivemos. E tive ainda uma corrente quebrada no meio do caminho.

Depois dessa eu passei a usar quick-links e levo uns extras de backup. E passei a medir a distância de uso da corrente em outro indicador da Garmin.

Já com 1.520,64 Km rodados. Assumindo que vá durar uns 3.000 Km, já está em meia vida.
E também foi em 2025 que comecei a acompanhar meu peso mais de perto. Não com uma balança lá muito das boas, mas o suficiente pra fazer um acompanhamento básico e ver que baixei de quase 100 Kg pra 95 Kg (agora no inverno, com poucas pedaladas, não tenho muito o que fazer).

Aproveitei que comprei o smartwatch da Garmin e passei também a acompanhar meu ritmo cardíaco.

E sono.

Menção de honra ao Komoot, o app que usamos pra navegação quando saímos pra pedalar. Ele achou por algum motivo que pedalei 4.500 Km. Só 1000 Km a mais. Como ele integra com o app e computador da Garmin, imagino que tenha contado dobrado algumas pedaladas.

Mas vamos de mês em mês pra ver o que aconteceu comigo em 2025. Pegue seu café que a viagem é longa.


Depois de 8 anos só na Europa, eu finalmente fui ao Brasil. Passei o natal com a família e ano novo com os amigos. Foi bom, mas no fim eu já estava com saudades de casa.

Todo feveiro tem FOSDEM. E lá estarei eu novamente esse ano. Melhor evento de software livre da Europa.

Foi também em fevereiro que dei manutenção nas bike. Troquei as catracas e correntes de ambas. Da gravel e da MTB (mountainbike).

Março foi o primeiro pedal mais longo. Somente uns 50 Km, mas o suficiente pra estreiar o ano.

Em abril que realmente começamos a pedalar distâncias maiores. Essa é a foto de Gustavsberg, 70 Km de pedal.

E foi em Abril que meu Fitbit morreu. Não carregou mais. E comprei um Garmin pra fazer companhia pro computador da bike.
E posso dizer que foi 6 por meia dúzia. Os dados não ficaram mais precisos ou melhores. Basicamente foi a mesma coisa. Mesma quantidade de passos, mesma ritmo cardíaco, etc. Mas no Garmin ao menos eu pude carregar esse skin do pip-boy.
Maio é o mês da flores.

Sério.

E foi também o mês que finalmente eu levei a felina pra castrar. Ela estava fazendo xixi em tudo quanto era lugar e não estava dando certo.

E teve a festa de primavera-verão da firma. Tem de ser na primavera porque no verão todo mundo some de férias. Eu generosamente levei um keg de 23 litros de IPA.

Em junho não tem nem o que discutir: é Sweden Rock!

Com fechamento do Sabaton.

E foi nesse mês que meu bebê foi ao seu primeiro concerto de rock/metal. E foi Iron Maiden ainda por cima.

Já em julho é férias. É ir dar um pulo no laguinho no fim do dia pra dar uma refrescada.

Foi em julho que também comecei a usar o que seria o uniforme do time de pedal.

E foi também em julho que quebrou minha corrente.

Em agosto fomos até Gotemburgo pra assistir AC⚡DC. For those about to rock, we sallute you!

Também fizemos um pedal bacana, que pegava duas balsas na região de Waxholm.

Nem tudo foi bom em 2025. Em setembro foi quando saiu a notícia do querido José Naves ter sido forçado a voltar ao Brasil por conta da nova lei anti-imigração da Suécia.

Outro problema de bike. Dessa vez um raio quebrado. O equipamento já está mostrando fadiga do tempo (e distância) de uso.

Foi em outubro que comprei o hardware usado, esse do lado esquerdo da impressora, e fiz minha própria instância no fediverso.


E tivemos PyCon Suécia. No fim de outubro, mas teve.


Tudo organizado via web com uma equipe maravilhosa.

Em novembro é época de levar aquele soco na barriga do inverno e te lembrar que aqui é Suécia. Fica escuro logo às 16:00 e temos de trocar os pneus pros de inverno.

E temos sempre uma nevadinha. De leve. Mas tem.

E chega o último mês do ano. Aquele que a gente só quer descansar. Eu aproveitei pra fazer uma Winter Ale, de sabor caramelado.

Dezembro foi também quando terminei de montar a nova máquina de AI da firma. Lego de gente grande. Foi bem divertido.

E claro, é o mês em que a felina da casa entra em polvorosa.

E com isso chegamos ao final do grande pequeno resumo do meu ano.
Deixo vocês com a imagem do pão de banana que estou ficando craque em fazer. E bom 2026!

E vamos de volta pra Skyrim. Mother, mother, sweety mother. Temos um contrato pra matar o imperador de Tanriel pra completar.

Com tudo rodando redondo na minha bolha, bolha minha, resta melhorar a resiliência com backups. Até agora apostei no zfs como saída pra qualquer problema. Mas isso é jogar com a sorte.
Fiz um pequeno e simples script de backup que executa dentro do container, que roda via podman, e faz o pg_dumpall do postgres.
#! /usr/bin/env bash
#
#pg_dumpall -U $POSTGRES_USER -f full-backup-$(date "+%Y-%m-%dT%H:%M:%S").sql
#
RETENTION=12
timestamp=$(date "+%Y-%m-%dT%H:%M:%S")
current_dir=$(readlink -f $0)
current_dir=$(dirname $current_dir)
program=$0
program=$(basename $program)
backup_file="full-backup-$timestamp.sql"
echo "Backup on: $timestamp"
podman exec postgres \
bash -c "pg_dumpall -U \$POSTGRES_USER -f /var/lib/postgresql/backup/$backup_file"
bzip2 $current_dir/postgresql/backup/$backup_file
for filename in $(find $current_dir/postgresql/backup -print | grep bz2 | sort | sed "1,${RETENTION}d")
do
echo "Removing: $filename"
rm -f $filename
done
E coloquei RETENTION=12 pra manter os últimos 12 backups.
Mas por quê 12?
Sei lá.
Pareceu um número legal.
Eu poderia rodar tudo via crontab, como geralmente faço. Mas nesse caso eu resolvi fazer com timer do systemd. Então primeiro criei o serviço de backup e depois o timer que ativa esse serviço.
❯ systemctl --user --force --full edit gotosocial-backup.service
❯ systemctl --user --force --full edit gotosocial-backup.timer
Assim são criados o serviço e o timer em modo usuário.
O gotosocial-backup.service:
[Unit]
Wants=gotosocial.service
After=gotosocial.service
[Service]
Type=oneshot
ExecStart=/home/helio/gotosocial/run-backup.sh
WorkingDirectory=/home/helio/gotosocial
[Install]
WantedBy=default.target
O gotosocial-backup.timer:
[Unit]
Description=GoToSo daily backup
[Timer]
OnCalendar=daily
Persistent=true
[Install]
WantedBy=timers.target
Após serem criados, eles ficam em seu diretório de usuário:
/home/helio/.config/systemd/user/gotosocial-backup.{service,timer}
Daí é só habilitar ambos. Ao fazer isso, um backup será gerado pois o systemd vai rodar o serviço ao ser ativado.
❯ systemctl enable --now --user gotosocial-backup.service
❯ systemctl enable --now --user gotosocial-backup.timer
Claro que ainda não testei restaurar nenhum desses backups.
Vou deixar pra fazer isso quando tiver algum problema de verdade.
No momento eles estão salvos em /home/helio/gotosocial/postgresql/backup
que é onde apontei como volume dentro compose.yaml do podman.
❯ ls -1 /home/helio/gotosocial/postgresql/backup/
full-backup-2025-11-29T13:17:38.sql.bz2
full-backup-2025-11-29T13:46:32.sql.bz2
full-backup-2025-11-29T13:47:14.sql.bz2
E também não testei meu "retention". Daqui 9 dias eu conto se deu certo.