
Como eu já tinha descrito em Renderizando as fotos da GoPro em vídeo mpeg4 com ffmpeg e NVIDIA, eu gero imagens das pedaladas a cada 0.5 segundo atualmente, e uso ffmpeg pra juntar tudo e fazer o vídeo.
Recentemente fiz algumas melhoria pra além de gerar o vídeo e transformar em 1080p, também estabilizar.
E melhorei as mensagens.
O script está atualizado no CodeBerg:
E agora precisa de uma lib, a heliolib.sh (bem imaginativo o nome), que também está lá:
https://codeberg.org/helioloureiro/homemadescripts/src/branch/master/heliolib.sh
O resultado desse template de teste, com só 500 imagens (uma pedalada longa é geralmente algo em torno de 35.000-50.000 imagens), está aqui no YouTube:
Não é a versão inicial porque o tamanho segue o mesmo das imagens de 4000x3000 pixels. Nem todo player consegue lidar com vídeo nesse formato. E o YouTube acaba jogando pra 1080p.
Já o segundo vídeo, que é acelerado em 10x é esse aqui:
E finalmente o mesmo vídeo, mas estabilizado:
O estabilizado não fica lá muito melhor que o anterior, mas é bem mais rápido fazer com o ffmpeg-cuda e jogar pra GPU que deixar pra fazer depois no kdenlive.
Continuando os trabalhos do artigo Ferramenta pra verificar quantidades de dias válidos de um certificado do letsencrypt, fiz uma pequena entrada na crontab pra chamar um script que fiz em fish.
# tail -1 /etc/crontab
0 1 */5 * * root /root/bin/check-domain-expiration-dates.fish >> /tmp/certificate_renew.log 2>&1
E o respectivo script:
#! /usr/bin/env fish
set EXPIRATION_DAYS 10
for info in (letsencrypt-cert-days)
set domain (echo $info | cut -d"=" -f1)
set days (echo $info | cut -d"=" -f2)
if [ $days -lt $EXPIRATION_DAYS ]
echo "Renewing domain: $domain"
certbot renew -d $domain
end
end
Então eu rodo no crontab a cada 5 dias pra detectar se algum certificado está expirando. E então chamo o `certbot` pra renovar se for o caso.
Funciona? Não sei. Meus certificados estão válidos ainda por quase 50 dias. Daqui um mês eu atualizo se funcionou.
# letsencrypt-cert-days --domain=helio.loureiro.eng.br
helio.loureiro.eng.br=48
.oO(nota mental: trocar crontab por systemd-timer)
Nada muito glamoroso. Só um script usando utf-8 pra fazer uma caixinha bonitinha em volta do texto.
#!/usr/bin/env bash
sizeof() {
local msg="$1"
local size=$(echo $msg | wc -L)
# one space at beginning and other at the end
size=$((size+2))
echo $size
}
printchar() {
local char="$1"
local nr="$2"
while [ $nr -gt 0 ]
do
echo -ne "$char"
nr=$((nr-1))
done
}
printbox() {
local msg="$1"
local s=$(sizeof "$msg")
echo -n "┌"
printchar "─" $s
echo "┐"
echo -e "│ ${msg} │"
echo -n "└"
printchar "─" $s
echo -e "┘\n"
}
message="$@"
printbox "$message"
O código também está publicado no GitHub.
Esse é um código que estamos usando bastante aqui na firma nova. Ajuda a fazer seu script decidir se segue em frente ou para. E basta apenas apertar uma teclar, sem enter.
#! /usr/bin/env bash
read -p "Deseja continuar (s/n)? " -n 1 -r resposta
if [[ "$resposta" =~ [sS] ]];then
echo "Resposta foi sim"
else
echo "Resposta foi não"
fi

Como um tsunami, Elon Musk assumiu o Twitter e literalmente varreu como uma onde destruidora a empresa. De cara mandou metade pra rua, depois pediu code review pra cada um que ficou e deu prazo para irem trabalhar fisicamente na empresa ou automaticamente estariam demitidos. Claro que as coisas não foram muito bem. E no momento atual continuam indo por água abaixo.
Enquanto isso redes alternativas ganharam tração, entre elas a Mastodon. Ao contrário do Twitter, Mastodon não é uma empresa ou uma rede: é um conjunto de servidores conversando o mesmo protocolo e que se comunicam entre si. Eu já tinha uma conta na instância mastodon.social, onde tudo surgiu. Mas desde que foi criada, em 2015, eu tinha postado 2 mensagens. E só. Nunca teve muita gente ali pra conversar pra tornar a rede minimamente interessante.
Mas com a ascensão do Elon ao Twitter isso tudo mudou. E pra melhor. Muita gente interessante migrou pra rede Mastodon, ao ponto de atingir o efeito rede e manter um crescimento sustentando em termos de usuários e posts. Se os servidores vão aguentar esse tráfego, daí já são outros 500.
No Twitter eu automatizava muita coisa. Então pra mim era essencial ter as mesmas coisas no Mastodon. Eu primeiramente descobri o programa "toot", em Python. Com ele é possível criar posts usando shell script (e na verdade foi o que fiz de início).
Não sei se tem pacotes pra instalar o toot, mas eu usei o pip do próprio python pra instalar.
helio@MacOS> pip3 install toot
Com isso o programa "too" vai parar em ~/.local/bin, que eu já tenho na minha variável PATH, então funciona no shell. Mas é preciso corrigir o PATH se for usar num script via crontab (como eu fiz depois).
O começo é criar um login na instância que for usar. Eu por exemplo comecei com
helio@MacOS> toot loginThis email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it. helio@MacOS> toot login -iThis email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.
As configurações ficam armazenadas num arquivo for json em ~/.config/toot/config.json, o que depois facilitou minha vida pra criar scripts em python (mas que vou descrever em outro artigo).
Daí você pode começar a mandar mensagens usando a conta padrão ou usando o "-i" pra qual instância quer mandar.
helio@MacOS> toot post "testing"

E o toot aceita mesmo passar conteúdo via pipe:
helio@MacOS> uname -a | toot post

Pra subir imagens e usando minha instância que posto em português:
helio@MacOS> toot activate helioloureiroBR@This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.
✓ User helioloureiroBR@This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it. active
helio@MacOS> toot post "só li verdades" --media=$HOME/Pictures/chicobuarque-mastodon.jpg
Uploading media: /Users/ehellou/Pictures/chicobuarque-mastodon.jpg
Toot posted: https://mastodon.social/@helioloureiroBR/109410489057504335

Então é possível ver as possibilidades infinitas de scripts em shell com o uso de toot.
Pra terminar o artigo, deixo aqui a imagem muito significativa que enviei no teste. Afinal não existe prazer maior na vida que ajudar um bilionário a ficar milionário.

Em tempo: eu não apaguei minhas contas no Twitter. Estão lá mas inativas.