O cozinheiro de bits
j4age, a evolução do joomlastats
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- Created on 20 January 2013
- Last Updated on 20 January 2013
- Published on 20 January 2013
- Written by Helio Loureiro
- Hits: 310
Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas.
Sun Tzu
Não que eu considere todos que visitam os links aqui como inimigos, muito pelo contrário, mas é sempre importante ter uma visão do tipo de público que acessa o conteúdo para eu ter certeza que não estou fazendo minha propaganda em local errado e, assim, até melhorar a audiência.
Quando rodava com o Joomla 1.5, eu tinha o JoomlaStats para fazer análise dos visitantes, páginas mais acessadas, etc. Com a migração pra versão 2.5, o JoomlaStats simplesmente deixou de funcionar - principalmente pelo abandono do projeto - e fiquei sem esse tipo de informação.
Aproveitei esse início de 2013 para buscar alternativas para isso, uma vez que passei praticamente o ano inteiro de 2012 sem saber nada sobre o tráfego no site. Tentei várias alternativas até chegar no j4age. Fiquei simplesmente maravilhado em ver que tudo o que o JoomlaStats fornecia agora existe no j4age.
Agora, novamente, posso verificar quais sistemas operacionais acessaram o site. Apesar da pouca coleta de dados, Windows ainda predomina. O interessante é ver o Ubuntu separado de Linux.

E também os navegadores mais utilizados. Já de início aparece o chrome bem à frente do restante.

E gráficos de tráfego. Existem também um detalhamento por visitante, onde novos robôs de busca e indexação podem ser marcados como tal e, assim, não ser contabilizados.

Além dessas funcionalidades que já existiam no JoomlaStats, existe agora uma amostra de visitas e indexadores em gráfico de pizza. Ainda não entendi muito bem qual a vantagem disso, mas achei bonitinho.

Uma vantagem do j4age em relação ao joomlastats é o fato de que o template de página não precisa ser alterado pra funcionar. Basta instalar um módulo de mesmo nome, j4age-module, e ativar.
Se você conhece o seu público e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem acessos ao seu site. Se você se conhece mas não conhece o seu público, para cada acesso ganho sofrerá também um rebaixamento de link no Google. Se você não conhece nem o seu público nem a si mesmo, perderá todas as indexações no Google.
Analisando tráfego de SOAP com tcpdump
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- Created on 16 January 2013
- Last Updated on 18 January 2013
- Published on 16 January 2013
- Written by Helio Loureiro
- Hits: 317

Num desses dias que começaram o ano, precisei fazer o monitoramente de uma mensagem em SOAP (padrão de comunicação dos sistema de pré-pago com que trabalho). Estava acostumado ao uso do wireshark pra fazer isso, mas descobri que não tinha o mesmo instalado.
Instalar um wireshark não é nada demais pra quem tem apt-get, mas como eu estava dentro do ambiente da empresa e não queria problemas com a área de segurança da informação, que monitora o download de aplicativos como o wireshark, resolvi fazer direto com tcpdump.
Para isso basta usar os parâmetros "-s 0", para definir tamanho máximo de pacote (não pegar somente alguns bytes), "-l" pra fazer a saída sem bufferização e, finalmente, "-A" para ter uma saída em modo texto dos caractéres ASCII dos pacotes capturados.
Com isso, utilizei o comando "tcpdump -n -s 0 -l -A -i lo port 10066" e pude verificar se meu protocolo SOAP estava enviando os cabeçalhos corretamente.
root@shibboleet:~# tcpdump -n -s 0 -l -A -i eth0 port 10066
tcpdump: verbose output suppressed, use -v or -vv for full protocol decode
listening on lo, link-type EN10MB (Ethernet), capture size 65535 bytes
17:04:12.661207 IP 10.1.2.5.43789 > 10.1.2.5.10066: Flags [S], seq 2942898742, win 32792, options [mss 16396,sackOK,TS val 284979440 ecr 0,nop,wscale 7], length 0
E..<b.@.@...
{..
'R.i.6........KB....@....
..p.........
17:04:12.661232 IP 10.1.2.5.10066 > 10.1.2.5.43789: Flags [S.], seq 2517428391, ack 2942898743, win 32768, options [mss 16396,sackOK,TS val 284979440 ecr 284979440,nop,wscale 7], length 0
E..<..@.@...
{..
.....i.7....KB....@....
..p...p.....
17:04:12.661251 IP 10.1.2.5.43789 > 10.1.2.5.10066: Flags [.], ack 1, win 257, options [nop,nop,TS val 284979440 ecr 284979440], length 0
E..4b.@.@...
{..
'R.i.7........K:.....
..p...p.
17:04:12.661302 IP 10.1.2.5.43789 > 10.1.2.5.10066: Flags [P.], seq 1:1441, ack 1, win 257, options [nop,nop,TS val 284979440 ecr 284979440], length 1440
E...b.@.@..H
{..
'R.i.7........P......
..p...p.POST /Air HTTP/1.1
Accept-Encoding: identity
Content-Length: 1245
Host: air:10066
User-Agent: DSMN/4.4/1.0
Connection: close
Content-Type: text/xml
Authorization: Basic dmFpbGE6c2V1dHJvdXhh
<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="no"?>
<methodCall>
<methodName>UpdateOffer</methodName>
<params>
<param>
<value>
<struct>
<member>
<name>originNodeType</name>
<value>
<string>EXT</string>
</value>
</member>
<member>
<name>originHostName</name>
<value>
<string>HELIO</string>
</value>
</member>
<member>
<name>originTransactionID</name>
<value>
<string>410</string>
</value>
</member>
<member>
<name>originTimeStamp</name>
<value>
<dateTime.iso8601>20130115T17:04:12+0000</dateTime.iso8601>
</value>
</member>
<member>
<name>subscriberNumber</name>
<value>
<string>5511912345678</string>
</value>
</member>
<member>
<name>offerID</name>
<value>
<int>11</int>
</value>
</member>
<member>
<name>offerType</name>
<value>
<int>0</int>
</value>
</member>
<member>
<name>expiryDate</name>
<value>
<dateTime.iso8601>20131027T12:00:00+0000</dateTime.iso8601>
</value>
</member>
</struct>
</value>
</param>
</params>
</methodCall>
17:04:12.661312 IP 10.1.2.5.10066 > 10.1.2.5.43789: Flags [.], ack 1441, win 256, options [nop,nop,TS val 284979440 ecr 284979440], length 0
E..4.X@.@.WX
{..
.....i......K:.....
..p...p.
17:04:12.829800 IP 10.1.2.5.10066 > 10.1.2.5.43789: Flags [P.], seq 1:836, ack 1441, win 256, options [nop,nop,TS val 284979609 ecr 284979440], length 835
E..w.Y@.@.T.
{..
.....i......N}.....
..q...p.HTTP/1.1 200 OK
Content-Length: 681
Content-Type: text/xml
X-Powered-By: AIR-XmlRpc Server 3.2
Server: air
Date: Tue, 15 Jan 2013 19:04:24 GMT
<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?>
<methodResponse>
<params>
<param>
<value>
<struct>
<member>
<name>expiryDate</name>
<value><dateTime.iso8601>20131027T12:00:00+0000</dateTime.iso8601></value>
</member>
<member>
<name>offerID</name>
<value><i4>11</i4></value>
</member>
<member>
<name>offerType</name>
<value><i4>0</i4></value>
</member>
<member>
<name>originTransactionID</name>
<value><string>410</string></value>
</member>
<member>
<name>responseCode</name>
<value><i4>0</i4></value>
</member>
<member>
<name>startDate</name>
<value><dateTime.iso8601>20130115T12:00:00+0000</dateTime.iso8601></value>
</member>
</struct>
</value>
</param>
</params>
</methodResponse>
17:04:12.829865 IP 10.1.2.5.43789 > 10.1.2.5.10066: Flags [.], ack 836, win 256, options [nop,nop,TS val 284979609 ecr 284979609], length 0
E..4b.@.@...
{..
'R.i..........K:.....
..q...q.
17:04:12.830228 IP 10.1.2.5.43789 > 10.1.2.5.10066: Flags [F.], seq 1441, ack 836, win 256, options [nop,nop,TS val 284979609 ecr 284979609], length 0
E..4b.@.@...
{..
'R.i..........K:.....
..q...q.
17:04:12.865118 IP 10.1.2.5.10066 > 10.1.2.5.43789: Flags [F.], seq 836, ack 1442, win 256, options [nop,nop,TS val 284979644 ecr 284979609], length 0
E..4.Z@.@.WV
{..
.....i......K:.....
..q...q.
17:04:12.865140 IP 10.1.2.5.43789 > 10.1.2.5.10066: Flags [.], ack 837, win 256, options [nop,nop,TS val 284979644 ecr 284979644], length 0
E..4b.@.@...
{..
'R.i..........K:.....
..q...q.
^C
10 packets captured
20 packets received by filter
0 packets dropped by kernel
Nesse caso é uma aplicação que roda na porta 10066 que foi criada pra atribuir "Offers", ou ofertas de serviços através de um servidor que se chama AIR, Account Information and Refilling.
Arrumando problema de hibernação no Ubuntu 12.10
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- Created on 31 December 2012
- Last Updated on 31 December 2012
- Published on 31 December 2012
- Written by Helio Loureiro
- Hits: 436

E fechando o ano de 2012, um último artigo sobre hibernação no Ubuntu 12.10, que é pra lembrar de entrar 2013 bem descansado :-)
Escrevo um artigo sobre a utilização do laptop sem ficar desligando, a guerra dos 100 dias, e seus benefícios e então me deparo justamente com um upgrade de sistema que não funciona com a hibernação. E em menos de 6 meses.
Tudo começou quando decidi passar o laptop de 32 bits para 64 (processador Intel Core i3). Minha limitação para não realizar tal tarefa antes era o sistema de SSL VPN, da Juniper, usado pela empresa para conectar remotamente. O sistema de VPN inicia um applet java que instala e roda uma biblioteca de 32 bits.
Já fazia algum tempo, eu vinha testando rodar isso em um modo "híbrido", com a funcionalidade de multi-arch ou com chroot de um ambiente de 32 bits. Como tudo estava funcionando nos testes, resolvi mudar o sistema aproveitando as férias de fim de ano.
Eu estava com Ubuntu 12.04 para i386, LTS, e resolvi instalar o 12.10 para amd64. Eu poderia ter escolhido um upgrade do sistema, que aparentemente funcionaria, mas resolvi fazer uma instalação nova, o que acabou me gerando a perda de dados do /home, mas essa é outra história.
Ao finalizar a instalação do 12.10 (e recuperar minha partição perdida - mas não completamente, duh!), eu me deparei com um kernel mais novo: 3.5.0-21-lowlatency. Anteriormente eu estava rodando o 3.2.7-pf (post factum). Não consegui fazer funcionar a hibernação de jeito nenhum. Nem com pm-suspend, nem com pm-hibernate, nem com o novo método, o pm-suspend-hybrid. Em todos os casos o sistema travava logo no início da hibernação e me deixava com uma tela preta, sistema operacional travado, mas máquina ligada. Somente um procedimento de "dedo-off" conseguia desligar o laptop. E sem nenhum log de problema por parte do ACPI.
Tentei recompilar o kernel, instalar outra versão, a versão sem lowlatency, enfim de tudo. Mas sem resultados.
Por um acaso, notei um erro no sistema pelo "dmesg". No começo achei que era problema da minha memória RAM.
[ 5.974345] BUG: unable to handle kernel paging request at 0000000000ff1000 [ 5.974351] IP: [] memcpy+0xd/0x110 [ 5.974359] PGD 1b0dbc067 PUD 1b0db9067 PMD 0 [ 5.974363] Oops: 0000 [#1] SMP [ 5.974366] CPU 2 [ 5.974367] Modules linked in: snd_page_alloc drm_kms_helper serio_raw drm coretemp cfg80211 kvm_intel i2c_algo_bit kvm videobuf2_vmalloc videobuf2_memops mxm_wmi wmi sony_laptop(+) intel_ips microcode mac_hid video mei lpc_ich btusb bluetooth xfs firewire_ohci firewire_core crc_itu_t sdhci_pci sdhci atl1c [ 5.974385] [ 5.974387] Pid: 637, comm: modprobe Not tainted 3.5.0-17-generic #28-Ubuntu Sony Corporation VPCS110GB/VAIO [ 5.974390] RIP: 0010:[] [] memcpy+0xd/0x110 [ 5.974394] RSP: 0018:ffff8801b0d31c40 EFLAGS: 00010246 [ 5.974395] RAX: ffff8801b0d31c90 RBX: ffff8801ae9545c0 RCX: 0000000000000001 [ 5.974397] RDX: 0000000000000000 RSI: 0000000000ff1000 RDI: ffff8801b0d31c90 [ 5.974398] RBP: ffff8801b0d31c58 R08: ffff8801b2218200 R09: 000000018040003e [ 5.974399] R10: 0000000000000000 R11: ffffffff813ad3e5 R12: ffff8801b0d31c90 [ 5.974401] R13: ffff8801b0d31caf R14: ffff8801b22f4800 R15: 0000000000000135 [ 5.974403] FS: 00007fb7feb92700(0000) GS:ffff8801bbc80000(0000) knlGS:0000000000000000 [ 5.974404] CS: 0010 DS: 0000 ES: 0000 CR0: 000000008005003b [ 5.974405] CR2: 0000000000ff1000 CR3: 00000001b271d000 CR4: 00000000000007e0 [ 5.974407] DR0: 0000000000000000 DR1: 0000000000000000 DR2: 0000000000000000 [ 5.974408] DR3: 0000000000000000 DR6: 00000000ffff0ff0 DR7: 0000000000000400 [ 5.974410] Process modprobe (pid: 637, threadinfo ffff8801b0d30000, task ffff8801b0d8c500) [ 5.974411] Stack: [ 5.974413] ffffffffa01a8893 0000000000000009 0000000000000035 ffff8801b0d31ce8 [ 5.974416] ffffffffa01a9b69 ffff8801b16986a0 ffff8801b0067800 ffff8801b0d31c80 [ 5.974419] ffffffff00000000 0000000000000009 0000000000000000 0000000000000000 [ 5.974422] Call Trace: [ 5.974430] [] ? sony_nc_buffer_call.constprop.12+0x43/0xa0 [sony_laptop] [ 5.974435] [] sony_nc_function_setup+0x2f9/0xab0 [sony_laptop] [ 5.974440] [] sony_nc_add+0x1f8/0x660 [sony_laptop] [ 5.974446] [] ? sysfs_do_create_link+0xeb/0x200 [ 5.974451] [] acpi_device_probe+0x50/0x11d [ 5.974457] [] driver_probe_device+0x7e/0x220 [ 5.974460] [] __driver_attach+0xab/0xb0 [ 5.974462] [] ? driver_probe_device+0x220/0x220 [ 5.974465] [] bus_for_each_dev+0x55/0x90 [ 5.974468] [] ? 0xffffffffa01b4fff [ 5.974470] [] driver_attach+0x1e/0x20 [ 5.974473] [] bus_add_driver+0x198/0x270 [ 5.974475] [] ? 0xffffffffa01b4fff [ 5.974478] [] driver_register+0x77/0x150 [ 5.974483] [] ? dmi_matches+0x53/0xc0 [ 5.974485] [] ? 0xffffffffa01b4fff [ 5.974488] [] acpi_bus_register_driver+0x3e/0x47 [ 5.974492] [] sony_laptop_init+0x57/0x1000 [sony_laptop] [ 5.974498] [] do_one_initcall+0x12a/0x180 [ 5.974502] [] sys_init_module+0xc2/0x230 [ 5.974508] [] system_call_fastpath+0x16/0x1b [ 5.974509] Code: 2b 43 50 88 43 4e 48 83 c4 08 5b 5d c3 90 e8 eb fb ff ff eb e6 90 90 90 90 90 90 90 90 90 48 89 f8 48 89 d1 48 c1 e9 03 83 e2 07 48 a5 89 d1 f3 a4 c3 20 4c 8b 06 4c 8b 4e 08 4c 8b 56 10 4c [ 5.974539] RIP [] memcpy+0xd/0x110 [ 5.974542] RSP [ 5.974543] CR2: 0000000000ff1000 [ 5.974545] ---[ end trace 67f7b54c3f5c5271 ]---
Como a danada da falha mostrava um erro com "memcpy+0xd/0x110", eu imaginei que era falha de cópia de dados pra alguma endereço da memória RAM, ou seja, o pente de memória que comprei no #DX estava com problemas, o que denota a máxima de que, na dúvida, culpe o fornecedor Chinês mais próximo de você.
Passei os restantes dos dias buscando por mais reclamações sobre problemas de hibernação no Ubuntu 12.10 ou algo parecido, e... nada. Comecei a desconfiar mesmo dos produtos chineses, a ponto de passar 2 dias rodando memtest pra verificar o estado da RAM, procedimento aliás que só causa expectativa seguida de frustração, e não tira o produto Chinês da mira de vilão da história.
Hoje, por um acaso muito grande, eu resolvi buscar pelo erro do bug, mas na verdade para buscar alguma ferramenta para bloquear o segmento de memória danificado. Então busquei pela linha:
BUG: unable to handle kernel paging request at
E encontrei umas referências sobre problemas em... Sony Vaio! Justamente a marca do meu laptop. Coincidência?
Então resolvi buscar diretamente o endereço de memória do meu problema:
BUG: unable to handle kernel paging request at 0000000000ff1000
E não é que peguei um problema reportado e bem descrito no Launchpad, o sistema de reporte de bugs do Ubuntu? Eu nunca tinha encontrado referências a esse bug porque a descrição fala de problema de Sony Vaio (outro duh!).
[SONY VAIO VPCS12L9E] Suspend doesn't work after dist-upgrade to Quantal 12.10
Felizmente a pessoa que abriu o bug report fez uma bela descrição do problema e também de uma solução. Apenas apliquei os seguintes passos para ter meu sistema funcionando corretamente:
sudo add-apt-repository ppa:shiba89/vaio-kernel sudo apt-get update sudo apt-get install linux-headers-generic sony-laptop-dkms
Com isso, no boot seguinte tive a comprovação de que meu laptop voltou à hibernar feito um bebê. E com isso fecho 2012 sem pendências, ao menos pessoais, para 2013.

E que venha 2013! Se sobrevivemos ao fim do mundo segundo os Maias, não é um problema de kernel que vai nos segurar!
Modificando o hostid
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- Created on 20 December 2012
- Last Updated on 20 December 2012
- Published on 20 December 2012
- Written by Helio Loureiro
- Hits: 279

Invariavelmente eu preciso trocar o hostid de uma máquina com Solaris para realizar testes. O objetivo não é pirataria, ou algo assim, mas testes de verificação de aplicativos com licença de uso, que são amarrados ao hostid da máquina.
Eu conhecia um programa para fazer isso, mas essa semana topei com uma explicação bem legal de como fazer manualmente a mudança, disponível aqui:
How to Change the Hostid of a Sun Solaris Machine?
Baseado nessa explicação, montei um programa em perl pra conseguir fazer a mesma coisa de forma mais simplificada, o hostid.pl.
#! /usr/bin/perl
$HOSTID = "/usr/bin/hostid";
$SAVEORIG = "/etc/hostid.orig";
$ADB = "/usr/bin/adb";
$ADBOPTS = "-w -k /dev/ksyms /dev/mem";
sub Usage() {
print "Use: $0 \n";
print "\t note: hostid must be 8 chars long\n";
exit(1);
}
if ($ENV{"USER"} ne "root") {
print "This must be run as root.\n";
exit(1);
}
$newhostid = $ARGV[0];
if (length($newhostid) != 8) {
Usage();
}
if (! -f "$SAVEORIG") {
print "Saving original hostid into $SAVEORIG\n";
open(SAVE,">$SAVEORIG") or die "Impossible to save original hostid: $!\n";
print SAVE `$HOSTID`;
close SAVE;
}
$myhex = eval("0x".$newhostid);
$mystr = sprintf("%s", $myhex);
$i = 0;
$parts[$i] = substr($mystr, $i, 4);
$parts[$i + 1] = substr($mystr, $i + 4, 4);
$parts[$i + 2] = substr($mystr, $i + 8, 4);
for ($i = 0; $i <= 3; $i++) {
foreach $p (split(//,$parts[$i])) {
$hwserial[$i] .= ($p + 30);
}
}
$hwserial[2] .= "0000";
$msg = "$ADB $ADBOPTS << EOF > /dev/null
hw_serial/W 0x".$hwserial[0]."
hw_serial+4/W 0x".$hwserial[1]."
hw_serial+8/W 0x".$hwserial[2]."
END
EOF
";
print "Applying hostid change into memory\n";
system($msg);
print "Enforcing new hostid across system\n";
system("/etc/rc2.d/S20sysetup");
memcontrold
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- Created on 19 December 2012
- Last Updated on 20 December 2012
- Published on 19 December 2012
- Written by Helio Loureiro
- Hits: 279
O calcanhar de Aquiles do Linux sempre foi o gerenciamento de memória. Por mais memória que se tenha disponível, ele vorazmente sempre quer mais. E nunca libera a memória livre.
E meus parcos 6 GB de memória do laptop tem sentido isso nesses últimos dias de 2012. E verificável pelos gráficos do Munin, que mostra o pedido de 10 GB de memória pra usar. Isso me faz pensar que talvez os Maias esteja certos.

Eu ainda não descobri qual programa (ou processo) está causando isso, e o kernel Linux não cuida de matar o processo comilão.
Então criei um pequeno daemon, em perl, para ficar lendo o /proc e matando os processos que mais consomem memória se a carga do sistema aumentar muito (atualmente marquei para load average maior de 10).
#! /usr/bin/perl
use POSIX;
$PROC = "/proc";
$MAXLOAD = 10; #loadaverage
$SLEEPTIME = 1; #seconds
if (getuid() != 0) {
print "Only root can run this program.\n";
exit(1);
}
if (! -d $PROC) {
print "Not possible to run. System not running with $PROC directory\n";
exit(1);
}
sub GetMem() {
$pid_dir = $_[0];
my $dir = $PROC."/".$pid_dir."/statm";
open(MEM, $dir) or die "Error:$dir $!\n";
@params = split(/ /, );
close MEM;
$memory = $params[0];
return $memory;
}
sub GetPID() {
my %MEM;
opendir(PROC,$PROC) or die "Not possible to run. System not running with $PROC directory\n";
foreach $dir (readdir PROC) {
# Just read higher processes
# avoid init (1) or non-pid
next if ($dir !~ m/^\d\d\d+/);
$mem = &GetMem($dir);
if ($mem) {
$MEM{$dir} = $mem;
}
}
closedir PROC;
return %MEM;
}
sub GetLoad() {
open(LOAD,$PROC."/loadavg") or die "Impossible to detect load average by $PROC:$!\n";
my $load = ;
close LOAD;
my @params = split(/ /, $load);
return $params[0];
}
sub GetCommand() {
my $pid = $_[0];
open(CMD, $PROC."/".$pid."/cmdline") or die "Impossible to read the source command: $!\n";
my $cmd = ;
close CMD;
return $cmd;
}
sub DaemonizeMe() {
print "Starting to memory control daemon\n";
POSIX::setsid or die "setsid: $!";
my $pid = fork ();
if ($pid < 0) {
die "fork: $!";
} elsif ($pid) {
exit 0;
}
chdir "/";
umask 0;
foreach (0 .. (POSIX::sysconf (&POSIX::_SC_OPEN_MAX) || 1024)) {
POSIX::close $_;
}
open (STDIN, "/dev/null");
#open (STDERR, ">&STDOUT");
}
&DaemonizeMe();
my $mypid = getpid();
my %DEATHCOUNTER;
while (! $SIG{TERM}) {
sleep($SLEEPTIME);
my $load = &GetLoad();
next if ($load < $MAXLOAD);
my %MEM;
%MEM = &GetPID();
$higher_m = 0;
$higher_pid = 0;
foreach $k (sort keys %MEM) {
next if ($k eq $mypid);
$mem = $MEM{$k};
if ($mem > $higher_m) {
$higher_m = $mem;
$higher_pid = $k;
$DEATHCOUNTER{$higher_pid}++;
}
}
if ($DEATHCOUNTER{$higher_pid} >= 5) {
print "Killing due higher memory usage: ".&GetCommand($higher_pid)." (".$higher_pid.") [".$higher_m." Bytes]\n";
%DEATHCOUNTER;
}
}
print "Exiting...";
exit(0);
Os Maias podiam até estar certos, mas isso não significa que precisamos ficar sentados olhando.
Substituindo o perlcc
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- Created on 12 December 2012
- Last Updated on 12 December 2012
- Published on 12 December 2012
- Written by Helio Loureiro
- Hits: 257
Se assim como eu, você precisa invariavelmente entregar programas binários e sem o código fonte, então também está sentindo falta do perlcc, que compilava o programa em perl em um belo binário.
Devido à vários bugs, incompatibilidades e falta de manutenção, o perlcc foi removido já no perl 5.8.
Eu testei várias outras soluções, mas ultimamente estava entregando binário utilizando o freeze do python, que eu achava mais simples.
Hoje, buscando uma outra coisa perl, topei com um PAR packer. Tanto a sintaxe quanto a funcionalidade é idêntica ao perlcc.
Eu testei aqui, e funcionou muito bem.
helio@shibboleet:tmp$ pp -B -o accumulatorEventSender accumulatorEventSender.pl
helio@shibboleet:tmp$ ls
accumulatorEventSender accumulatorEventSender.pl
helio@shibboleet:tmp$ file accumulatorEventSender
accumulatorEventSender: ELF 32-bit LSB executable, Intel 80386, version 1 (SYSV), dynamically linked (uses shared libs), for GNU/Linux 2.6.15, BuildID[sha1]=0x75828a5e4b38f0a935c9461e07d6ac23d3282d73, stripped
O aplicativo se encontra no pacote libpar-packer-perl no Ubuntu (e possivelmente no Debian).
Apresentações com Prezi
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- Created on 08 November 2012
- Last Updated on 08 November 2012
- Published on 08 November 2012
- Written by Helio Loureiro
- Hits: 291
Como é de se esperar, aumentei meus "skills" de apresentação junto com o MBA. Uma das ferramentas que conheci, mas acabei não usando durante o curso, foi Prezi.
As apresentações ficam simplesmente fanstásticas.
É feita toda via flash, via web, no modelo freemium (de graça com até certas features). Apesar disso, recomendo mais que qualquer outra ferramenta como Microsoft Powerpoint ou LibreOffice Presentation.
Minha primeira brincadeira com Prezi.
Compilando kernel com parâmetro -j
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- Created on 22 October 2012
- Last Updated on 03 February 2013
- Published on 22 October 2012
- Written by Helio Loureiro
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Já faz anos que compilo meus kernels e sistemas com a utilização do parâmetro "-j 8" ou "-j 12". Esse parâmetro, passado ao GCC, faz uso de multithreads em máquinas com mais de um processador ou processador multicore, como esse Intel Core i3 que tenho no laptop.
Mas sempre usei esse parâmetro quase que como dogma, sem muita certeza de sua eficiência. Aliás, com uma pequena idéia de eficiência já que, sem o uso do mesmo, o tempo de compilação era mais demorado. Mas tudo muito de "sentimento", sem nenhuma comprovação.
Então, num desses dias sem muita coisa pra fazer (pequena metira: estava lotado de coisas pra terminar, mas decidi fazer isso pra limpar um pouco a mente), resolvi verificar essa compilação com dados mais concretos e monitoração dos resultados. Fiz o seguinte programa em python pra ficar compilando um kernel que já estava configurado e que eu tinha certeza que compilava sem problemas, com as threads indo de 1 a 20:
#! /usr/bin/python
# make clean; time make-kpkg -j 4 --initrd kernel_image
import os
import time
#print time.time()
OUTPUT = "/tmp/kernel_results.csv"
FD = open(OUTPUT, "w")
for TH in xrange(1,21):
print "Threads:", TH
print "\tlimpando..."
os.system("make clean")
t_0 = time.time()
os.system("make-kpkg -j " + str(TH) + " --initrd kernel_image")
t_1 = time.time()
total_time = t_1 - t_0
msg = "Threads: %d in %0.2f s" %(TH, total_time)
print msg
FD.write(str(TH) + "," + str(total_time) + "\n")
FD.flush()
Então deixei o sistema rodando. Eu costumo usar o "make-kpkg", do pacote kernel package, que já gera para mim o pacote DEB para instalação.
Ao final, os resultados foram os seguintes:

A troca de contextos de processos realmente aumentou com o aumento de threads. Por isso o sistema fica tão lento.

O sistema ficou com uso de CPU intenso, mas sem crescimento gradual (isso eu já achei estranho).

As interrupções de mudança de contexto também ficaram iguais, onde eu esperava um valor em degraus.

Mas a carga do sistema, load average, aumentou realmente em degrau, acompanhando a quantidade definida no "-j". Isso era esperado e é sempre notado, pois o computador fica super lento.
Porém o melhor ficou pro final: a análise do tempo pela quantidade de threads.

O tempo diminuiu conforme a quantidade de threads que aumenta até... 3??? O processador Intel Core i3 é um multicore de 4 cores, eu esperava ao menos um melhor desempenho até 4 threads, mas dá pra ver bem claro que o sistema estabiliza em 3.
Ou seja, usando "-j 8" ou "-j 12" só serve para aumentar a carga da CPU, aumentando as trocas de contextos, mas não significam nem melhora nem otimização da compilação. Pelo contrário. Então o melhor é saber o máximo que a CPU realmente aguenta antes de aplicar cegamente parâmetros para *melhorar* o desempenho do sistema. E monitorar os resultados!
Atualização: Sun Feb 3 20:34:35 BRST 2013
Conforme pedido do Erick Tostes, @ericktostes no twitter, estou incluindo o meu /proc/cpuinfo.
processor : 0 vendor_id : GenuineIntel cpu family : 6 model : 37 model name : Intel(R) Core(TM) i3 CPU M 330 @ 2.13GHz stepping : 2 microcode : 0x9 cpu MHz : 933.000 cache size : 3072 KB physical id : 0 siblings : 4 core id : 0 cpu cores : 2 apicid : 0 initial apicid : 0 fpu : yes fpu_exception : yes cpuid level : 11 wp : yes flags : fpu vme de pse tsc msr pae mce cx8 apic sep mtrr pge mca cmov pat pse36 clflush dts acpi mmx fxsr sse sse2 ss ht tm pbe syscall nx rdtscp lm constant_tsc arch_perfmon pebs bts rep_good nopl xtopology nonstop_tsc aperfmperf pni dtes64 monitor ds_cpl vmx est tm2 ssse3 cx16 xtpr pdcm sse4_1 sse4_2 popcnt lahf_lm arat dtherm tpr_shadow vnmi flexpriority ept vpid bogomips : 4255.62 clflush size : 64 cache_alignment : 64 address sizes : 36 bits physical, 48 bits virtual power management: processor : 1 vendor_id : GenuineIntel cpu family : 6 model : 37 model name : Intel(R) Core(TM) i3 CPU M 330 @ 2.13GHz stepping : 2 microcode : 0x9 cpu MHz : 933.000 cache size : 3072 KB physical id : 0 siblings : 4 core id : 0 cpu cores : 2 apicid : 1 initial apicid : 1 fpu : yes fpu_exception : yes cpuid level : 11 wp : yes flags : fpu vme de pse tsc msr pae mce cx8 apic sep mtrr pge mca cmov pat pse36 clflush dts acpi mmx fxsr sse sse2 ss ht tm pbe syscall nx rdtscp lm constant_tsc arch_perfmon pebs bts rep_good nopl xtopology nonstop_tsc aperfmperf pni dtes64 monitor ds_cpl vmx est tm2 ssse3 cx16 xtpr pdcm sse4_1 sse4_2 popcnt lahf_lm arat dtherm tpr_shadow vnmi flexpriority ept vpid bogomips : 4255.62 clflush size : 64 cache_alignment : 64 address sizes : 36 bits physical, 48 bits virtual power management: processor : 2 vendor_id : GenuineIntel cpu family : 6 model : 37 model name : Intel(R) Core(TM) i3 CPU M 330 @ 2.13GHz stepping : 2 microcode : 0x9 cpu MHz : 933.000 cache size : 3072 KB physical id : 0 siblings : 4 core id : 2 cpu cores : 2 apicid : 4 initial apicid : 4 fpu : yes fpu_exception : yes cpuid level : 11 wp : yes flags : fpu vme de pse tsc msr pae mce cx8 apic sep mtrr pge mca cmov pat pse36 clflush dts acpi mmx fxsr sse sse2 ss ht tm pbe syscall nx rdtscp lm constant_tsc arch_perfmon pebs bts rep_good nopl xtopology nonstop_tsc aperfmperf pni dtes64 monitor ds_cpl vmx est tm2 ssse3 cx16 xtpr pdcm sse4_1 sse4_2 popcnt lahf_lm arat dtherm tpr_shadow vnmi flexpriority ept vpid bogomips : 4255.62 clflush size : 64 cache_alignment : 64 address sizes : 36 bits physical, 48 bits virtual power management: processor : 3 vendor_id : GenuineIntel cpu family : 6 model : 37 model name : Intel(R) Core(TM) i3 CPU M 330 @ 2.13GHz stepping : 2 microcode : 0x9 cpu MHz : 933.000 cache size : 3072 KB physical id : 0 siblings : 4 core id : 2 cpu cores : 2 apicid : 5 initial apicid : 5 fpu : yes fpu_exception : yes cpuid level : 11 wp : yes flags : fpu vme de pse tsc msr pae mce cx8 apic sep mtrr pge mca cmov pat pse36 clflush dts acpi mmx fxsr sse sse2 ss ht tm pbe syscall nx rdtscp lm constant_tsc arch_perfmon pebs bts rep_good nopl xtopology nonstop_tsc aperfmperf pni dtes64 monitor ds_cpl vmx est tm2 ssse3 cx16 xtpr pdcm sse4_1 sse4_2 popcnt lahf_lm arat dtherm tpr_shadow vnmi flexpriority ept vpid bogomips : 4255.62 clflush size : 64 cache_alignment : 64 address sizes : 36 bits physical, 48 bits virtual power management:








