Helio Loureiro

-= o cozinheiro de bits =-


Unix

Too many authentication failures - parte 2


Finalmente cheguei à conclusão do motivo das falhas de SSH.  Eu não tinha me dado conta, mas o problema surgiu depois do upgrade do Ubuntu que estou usando no laptop, para a versão 11.10 (Oneiric).

Como fui conectar em um outro servidor e tive o mesmo erro, vi que não era problema do Solaris, mas sim do cliente ssh.  Então tentei uma conexão em modo de debug:

helio@shibboleet:~$ ssh -C -v slowlaris
OpenSSH_4.2p1 Debian-4.sesarge.2, OpenSSL 0.9.7m 23 Feb 2007
debug1: Reading configuration data /home/helio/.ssh/config
debug1: Reading configuration data /etc/ssh/ssh_config
debug1: Applying options for *
debug1: Connecting to slowlaris [1.2.3.103] port 22.
debug1: Connection established.
debug1: identity file /home/helio/.ssh/identity type 0
debug1: identity file /home/helio/.ssh/id_rsa type 1
debug1: identity file /home/helio/.ssh/id_dsa type 2
debug1: Remote protocol version 2.0, remote software version Sun_SSH_1.1.3
debug1: no match: Sun_SSH_1.1.3
debug1: Enabling compatibility mode for protocol 2.0
debug1: Local version string SSH-2.0-OpenSSH_4.2p1 Debian-4.sesarge.2
debug1: Unspecified GSS failure.  Minor code may provide more information
Credentials cache file '/tmp/krb5cc_1000' not found
debug1: Unspecified GSS failure.  Minor code may provide more information
Credentials cache file '/tmp/krb5cc_1000' not found
debug1: Unspecified GSS failure.  Minor code may provide more information

debug1: Unspecified GSS failure.  Minor code may provide more information

debug1: Unspecified GSS failure.  Minor code may provide more information
SPNEGO cannot find mechanisms to negotiate
debug1: Offering GSSAPI proposal: (null)
debug1: SSH2_MSG_KEXINIT sent
debug1: SSH2_MSG_KEXINIT received
debug1: kex: server->client aes128-cbc hmac-md5 zlib
debug1: kex: client->server aes128-cbc hmac-md5 zlib
debug1: SSH2_MSG_KEX_DH_GEX_REQUEST(1024<1024<8192) sent
debug1: expecting SSH2_MSG_KEX_DH_GEX_GROUP
debug1: SSH2_MSG_KEX_DH_GEX_INIT sent
debug1: expecting SSH2_MSG_KEX_DH_GEX_REPLY
debug1: Host 'slowlaris' is known and matches the RSA host key.
debug1: Found key in /home/helio/.ssh/known_hosts:4
debug1: ssh_rsa_verify: signature correct
debug1: Enabling compression at level 6.
debug1: SSH2_MSG_NEWKEYS sent
debug1: expecting SSH2_MSG_NEWKEYS
debug1: SSH2_MSG_NEWKEYS received
debug1: SSH2_MSG_SERVICE_REQUEST sent
debug1: SSH2_MSG_SERVICE_ACCEPT received
debug1: Authentications that can continue: gssapi-keyex,gssapi-with-mic,publickey,password,keyboard-interactive
debug1: Next authentication method: gssapi-with-mic
debug1: Unspecified GSS failure.  Minor code may provide more information
Credentials cache file '/tmp/krb5cc_1000' not found
debug1: Trying to start again
debug1: Authentications that can continue: gssapi-keyex,gssapi-with-mic,publickey,password,keyboard-interactive
debug1: Authentications that can continue: gssapi-keyex,gssapi-with-mic,publickey,password,keyboard-interactive
debug1: Authentications that can continue: gssapi-keyex,gssapi-with-mic,publickey,password,keyboard-interactive
debug1: Authentications that can continue: gssapi-keyex,gssapi-with-mic,publickey,password,keyboard-interactive
debug1: Next authentication method: publickey
debug1: Offering public key: /home/helio/.ssh/id_rsa
debug1: Authentications that can continue: gssapi-keyex,gssapi-with-mic,publickey,password,keyboard-interactive
debug1: Offering public key: /home/helio/.ssh/id_dsa
Received disconnect from 1.2.3.103: 2: Too many authentication failures for minsat

Dessa vez olhei com mais atenção a saída do comando.  Notei vários erros com a mensagem "Unspecified GSS failure.  Minor code may provide more information" e uma referência aos tipos de autenticação "gssapi-keyex,gssapi-with-mic,publickey,password,keyboard-interactive".  Então busquei pelos erros de ssh com gssapi na Internet e... BINGO!  Achei uma opção simples para desativar o mesmo, que deve ter mudado com o upgrade do openssl.  Basta passar o parâmetro "-o GSSAPIAuthentication=no".

helio@shibboleet:~$ ssh -C -v -o GSSAPIAuthentication=no slowlaris
OpenSSH_4.2p1 Debian-4.sesarge.2, OpenSSL 0.9.7m 23 Feb 2007
debug1: Reading configuration data /home/helio/.ssh/config
debug1: Reading configuration data /etc/ssh/ssh_config
debug1: Applying options for *
debug1: Connecting to slowlaris [1.2.3.103] port 22.
debug1: Connection established.
debug1: identity file /home/helio/.ssh/identity type 0
debug1: identity file /home/helio/.ssh/id_rsa type 1
debug1: identity file /home/helio/.ssh/id_dsa type 2
debug1: Remote protocol version 2.0, remote software version Sun_SSH_1.1.3
debug1: no match: Sun_SSH_1.1.3
debug1: Enabling compatibility mode for protocol 2.0
debug1: Local version string SSH-2.0-OpenSSH_4.2p1 Debian-4.sesarge.2
debug1: SSH2_MSG_KEXINIT sent
debug1: SSH2_MSG_KEXINIT received
debug1: kex: server->client aes128-cbc hmac-md5 zlib
debug1: kex: client->server aes128-cbc hmac-md5 zlib
debug1: SSH2_MSG_KEX_DH_GEX_REQUEST(1024<1024<8192) sent
debug1: expecting SSH2_MSG_KEX_DH_GEX_GROUP
debug1: SSH2_MSG_KEX_DH_GEX_INIT sent
debug1: expecting SSH2_MSG_KEX_DH_GEX_REPLY
debug1: Host 'slowlaris' is known and matches the RSA host key.
debug1: Found key in /home/helio/.ssh/known_hosts:4
debug1: ssh_rsa_verify: signature correct
debug1: Enabling compression at level 6.
debug1: SSH2_MSG_NEWKEYS sent
debug1: expecting SSH2_MSG_NEWKEYS
debug1: SSH2_MSG_NEWKEYS received
debug1: SSH2_MSG_SERVICE_REQUEST sent
debug1: SSH2_MSG_SERVICE_ACCEPT received
debug1: Authentications that can continue: gssapi-keyex,gssapi-with-mic,publickey,password,keyboard-interactive
debug1: Next authentication method: publickey
debug1: Offering public key: /home/helio/.ssh/id_rsa
debug1: Authentications that can continue: gssapi-keyex,gssapi-with-mic,publickey,password,keyboard-interactive
debug1: Offering public key: /home/helio/.ssh/id_dsa
debug1: Authentications that can continue: gssapi-keyex,gssapi-with-mic,publickey,password,keyboard-interactive
debug1: Next authentication method: keyboard-interactive
Password: 
debug1: Authentication succeeded (keyboard-interactive).
debug1: channel 0: new [client-session]
debug1: Entering interactive session.
debug1: Sending environment.
debug1: Sending env LANG = en_US.UTF-8
debug1: Remote: Channel 0 set: LANG=en_US.UTF-8
Last login: Tue Dec  6 11:30:56 2011 from 1.2.3.7
Oracle Corporation      SunOS 5.10      Generic Patch   January 2005
You have new mail.
[helio@slowlaris ~]> 


Para evitar digitar essa opção em todas as conexões, simplesmente adicionei o parâmetro em ".ssh/config".  E fim dos problemas.


Fonte: http://www.walkernews.net/2009/04/06/how-to-fix-scp-and-ssh-login-prompt-is-very-slow-in-linux/

 
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Too many authentication failures

Hoje fui brindado com essa mensagem ao tentar acessar por ssh uma workstation Sun Ultra 10 que tenho por aqui.  Simplesmente não conseguia conectar por ssh.

helio@shibboleet:~$ ssh ultra10
Received disconnect from 1.2.3.241: 2: Too many authentication failures for helio

Felizmente o acesso por telnet estava disponível.  Não encontrei nada relacionado à ssh que pudesse estar bloqueando meu acesso.  Mas como estava rodando um programa que testava acesso via ssh para outra máquina, que abria várias threads, imaginei que isso tivesse matado todo os meus max_files_open disponíveis.

Mas mesmo matando todos os processos ssh, continuei com esse problema.

ultra10{root} #: ps -ef | grep -i ssh | awk '{print $2}' | xargs kill -9

Tentei parar o serviço e abrir o ssh em modo de debug: 

ultra10{root} #: svcadm disable ssh
ultra10{root} #: /usr/lib/ssh/sshd -f -dd

Mas também sem nenhuma ajuda claro.  Olhando na Internet achei que era possível arrumar isso alterando o parâmetro " MaxAuthTries".  Editei então o arquivo "/etc/ssh/sshd_config" e deixei as entrada da seguinte forma:

MaxAuthTries    60
MaxAuthTriesLog 30

O ssh voltou a funcionar.  Resta agora descobrir como meu programa com expect e threads causou isso.

 
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Melhorando o desempenho do Linux

Não tem nada mais chato que sistema lento.  Atualmente não dá pra aguentar um sistema que fica cortando a música que se está ouvindo só porque o Firefox consumiu 2 GB de memória, a máquina virtual no VirtualBox tá com mais 2 GB alocados e ainda tá compilando um kernel.

Pois é exatamente o que tem acontecido e muito em Linux.  Não sei de outras distribuições, mas especificamente em Ubuntu.

Como os patches de tempo real foram incluídos na árvore principal do kernel já faz algum tempo, isso deveria estar bem mais amenizado.  Fui em busca de informação sobre como ativar tal função e encontrei o comando "chrt" (change realtime talvez).

Lendo o manual do chrt, é possível ver uma gama de opções sem muitas explicações, nem comparativos de resultados.  Isso não ajuda muito na ampla adoção do mesmo.  Eu acabei fazendo alguns experimentos tanto em Intel 32 bits quanto em 64 e consegui um resultado supreendemente bom e bem fácil.  Apenas adicionei prioridade de tempo real ao processo init.

chrt -r -p 1 1

Esse comando adiciona a política de escalonamento SCHED_RR ao processo ID 1 (init) com prioridade 1. 

A política default do init é SCHED_OTHER, que de acordo com manual - SCHED_SETSCHEDULER(2) - significa:

SCHED_OTHER   política padrão de round-robin baseado em compartilhamento de tempo

SCHED_RR      política round-robin

Olhando mais a fundo o manual do escalonador, é possível ver que somente o SCHED_RR ativa a funcionalidade de tempo real.

Então basta adicionar esse comando no "/etc/rc.local" do Ubuntu/Debian para ter um sistema sem problemas de "travadinhas" quando sobrecarregado.  Eu fiquei mesmo surpreso em como foi fácil melhorar o desempenho do sistema e como isso não é incluído por padrão nos sistemas.


 
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Pink e cérebro

Faz alguns dias, começei a ter o prazer de assistir os vídeos do YouTube em cor-de-rosa:

Principalmente no recente instalado Ubuntu 64 bits.  A princípio achei que era um dos tão mencionados problemas de flash em Linux 64, mas pude ver em alguns fóruns que isso tem afetado todos as versões de Linux pra Intel, tanto de 32 quanto 64 bits.

Consegui amenizar um pouco o problema com as dicas que encontrei aqui:

http://www.webupd8.org/2011/03/fix-pinkred-youtube-videos-bug-using.html

Mas o problema persiste.  Mais uma boa razão pra abandonar logo o flash, que é proprietário e depende unicamente da Adobe pra corrigir.

 
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Goosfraba

Já faz algum tempo que comprei uma máquina da STI, Semp Toshiba, do tipo "computador popular". Comprei pelo preço baixo e pelo fato de vir com Linux instalado (um é causa o outro, efeito, mas não sei qual é qual). Isso uns 3 anos atrás. Nunca fui muito adepto de equipamento pré-montado, mas nessa época já estava meio cansado de ficar entrando em boca-de-hardware na Santa Ifigênia pra montar um computador decente.

A grande surpresa foi a qualidade do acabamento do computador: teclado excelente e macio, mouse ótico, entradas de leitor pra cartões de memória (todos os tipos até onde testei), caixas de som com amplificador energizado via USB, 2 GB de RAM, 250 GB de disco SATA e drive gravador de DVD. Realmente um hardware legal (lembre-se que isso foi há 3 anos atrás).

Na época veio com Insigne Linux instalado. Acho que durou uns 5 minutos rodando, o tempo de olhar a cara do sistema, até eu instalar um Ubuntu por cima. Desde então tenho usado o mesmo com Linux 32 bits.

No final do ano passado, por volta de meados de dezembro, só então notei uma mensagem de hardware no boot: EM64T. Sabia que era um Core 2 duo, mas achei que era só isso.  Com algumas mensagens no Twitter, algums amigos confirmaram que a CPU era mesmo 64 bits, mas recebi muitas críticas negativas sobre o mesmo em Linux, principalmente em relação à crashes de aplicativos, principalmente em sites com flash. Resolvi então manter os 32 bits.

Recentemente li um  artigo dizendo que o Linux fracassou miseravelmente na arquitetura 64 bits. O texto realmente está certo na abordagem do Linux em relação à nova arquitetura: dizia-se que o Windows estava fadado ao esquecimento dos 32 bits e que Linux iria dominar o desktop pois sua migração era tão fácil quanto a instalação em uma torradeira. E o que vemos atualmente é exatamente o oposto disso: várias recomendações pra se manter Linux em 32 bits por questões de estabilidade. No ponto em que li essa frase, confesso que senti uma pontada de culpa, pra não dizer vergonha.

Por um problema com um aplicativo de VPN da empresa, não posso migrar meu laptop pra 64 bits (processador Intel Core i3) e tenho de continuar envergonhado, mas já o meu desktop... resolvi arregaçar as mangas e instalar. Parti pra instalação do Ubuntu 10.10 em arquitetura AMD64.

Como sempre, dpkg salvou o dia com a lista de aplicativos previamente instalados (dpkg --get-selections >myselections). A migração, ou reinstalação, ocorreu sem demais problemas. Um backup do /etc, bases do mysql e do diretório /root e rapidamente tive o sistema restaurado, e em 64 bits.

Para batizar a *nova* máquina dei o nome de goosfraba, em homenagem ao filme do "tratamento de choque" com Jack Nicholson e Adam Sandler (final meio infeliz, mas em geral é engraçado).

Até o momento a goosfraba tem funcionado melhor que na arquitetura 32 bits: mais rápido. Tenho a sensação de que estava dirigindo uma Audi A3 turbo, mas que antes só colocava até a 4a marcha. E agora vou até a 7a. Mas espero problemas com o Flash Player, pois sei que apesar do Linux não ter fracassado em 64 bits, também não foi o sucesso desejado.

Referências:

[1] What happened to "World Domination 201"? (ou Linux fracassou miseravelmente em 64 bits)


 
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